Mercados num minuto Fecho dos mercados: Nova ronda negocial EUA-China e petróleo acima dos 80 dólares animam bolsas

Fecho dos mercados: Nova ronda negocial EUA-China e petróleo acima dos 80 dólares animam bolsas

As bolsas europeias estiveram a ser sustentadas pelo anúncio de que os EUA vão propor à China nova ronda de negociações comerciais. Além disso, o crude negociado em Londres superou o patamar dos 80 dólares, o que não acontecia desde Maio, impulsionando as cotadas do sector e debilitando o dólar, o que ajudou aos ganhos do ouro.
Fecho dos mercados: Nova ronda negocial EUA-China e petróleo acima dos 80 dólares animam bolsas
Reuters
Carla Pedro Nuno Carregueiro 12 de setembro de 2018 às 17:18

Os mercados em números

PSI-20 somou 0,71% para 5.307,07 pontos

Stoxx 600 avançou 0,48% para 377,11 pontos

S&P 500 ganha 0,13% para 2.891,63 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 3 pontos base para 1,863%

Euro valoriza 0,21% para 1,1631 dólares

Petróleo sobe 0,99% para 79,84 dólares por barril em Londres

 

Petróleo e nova ronda negocial EUA-China animam bolsas

As bolsas do Velho Continente encerraram em alta, com os investidores a aplaudirem a notícia do WSJ de que os Estados Unidos vão propor uma nova ronda de negociações com a China sobre as tarifas comerciais. Também a subida dos preços do petróleo esteve hoje a animar a negociação, com as cotadas do sector a darem impulso à negociação bolsista. O Stoxx600 avançou 0,45%.

Por cá, a bolsa fechou em terreno positivo pela segunda vez esta semana, em linha com o comportamento das praças europeias. O PSI-20 ganhou 0,71% para 5.307,07 pontos, com 11 cotadas a subir e sete em queda. A Galp Energia foi a principal responsável pela subida do índice português, com as acções da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva a valorizar 2,32% para 16,78 euros, numa sessão em que o Stoxx Oil & Gas ganhou 1,5%.

Juros de Portugal descem depois de leilão

No mercado de dívida soberana o dia ficou marcado pelo regresso do Tesouro português aos leilões de dívida pública após uma pausa destas operações durante o Verão,  tendo de pagar juros mais altos para emitir dívida a 10 anos. O instituto que gere a dívida pública portuguesa, o IGCP, emitiu mil milhões de euros em títulos de dívida a 10 e 5 anos. Os custos de financiamento aumentaram na emissão de obrigações com maturidade mais longa e baixaram nos títulos com prazo mais curto.

Os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos desceram 3 pontos base para 1,863%. Já a "yield" das bunds alemãs cedeu 1,4 pontos base para 0,417%, ao passo que na dívida italiana os juros subiram 1,9 pontos base para 2,962%.

 

Taxas Euribor mantêm-se em todos os prazos

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,319%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. Já a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, permaneceu em -0,266%.    

A nove meses, a Euribor manteve-se em -0,207%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%, registado pela primeira vez a 27 de Outubro do ano passado. No prazo a 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez a 5 de Fevereiro de 2015, fixou-se de novo em -0,166%.

 

Novas negociações EUA-China pressionam dólar

A nota verde segue a ceder terreno face às principais congéneres na sessão desta quarta-feira. Depois de a divisa norte-americana estar já a ser penalizada pelos preços no produtor nos EUA – que caíram pela primeira vez em 18 meses –, surgiu mais um factor de pressão: o The Wall Street Journal avançou, citando fontes próximas do processo, que os EUA vão propor à China uma nova ronda de negociações comerciais.

Assim, a moeda única europeia é uma das divisas que está apreciar-se face à moeda norte-americana. O euro segue a ganhar 0,21% para 1,1631 dólares.

 

Petróleo supera os 80 dólares em Londres

Os preços do "ouro negro" seguem a negociar em alta, sustentados sobretudo pela indicação de que os inventários estão a diminuir. As sanções dos EUA ao crude iraniano estão a fazer reduzir a oferta global, ao mesmo tempo que os stocks norte-americanos estão em queda – tendo na semana passada atingido o nível mais baixo desde 2015. Os investidores estão igualmente atentos ao furacão Florence, uma vez que ameaça perturbar a distribuição de combustível na região sudeste dos Estados Unidos.

O contrato de Outubro do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado no mercado nova-iorquino, segue a somar 1,63% para 70,88 dólares por barril, depois de já ter tocado nos 71 dólares. Já as cotações do contrato de futuros do Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Outubro seguem a avançar 0,99% para 79,84 dólares por barril, depois de já terem estado a negociar nos 80,13 dólares. Desde Maio que o Brent não chegava à fasquia dos 80 dólares.

 

Ouro inverte para a alta com depreciação do dólar

O preço do ouro, que estava a negociar em baixa, inverteu para terreno positivo com a desvalorização da nota verde – o que torna mais atractivos os activos denominados nesta moeda, como é o caso do metal amarelo.

A prata, em contrapartida, segue ainda no vermelho, se bem que a ceder menos terreno, depois de hoje ter já negociado perto do valor mais baixo nível desde Janeiro 2016, nos 14,18 dólares por onça. Segundo o Commerzbank, não há contudo novos fundamentais no mercado deste metal precioso que expliquem a actual queda, pelo que pode tratar-se de uma correcção pontual.




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