Mercados num minuto Fecho dos Mercados: Tarifas atingem bolsas europeias e cobre. Petróleo cai após cinco sessões de ganhos

Fecho dos Mercados: Tarifas atingem bolsas europeias e cobre. Petróleo cai após cinco sessões de ganhos

O dia foi de perdas nas bolsas europeias, no dia em que as tarifas sobre 16 mil milhões de importações chinesas e americanas entram em vigor. No mercado de petróleo o sentimento negativo sucede a cinco sessões no verde.
Fecho dos Mercados: Tarifas atingem bolsas europeias e cobre. Petróleo cai após cinco sessões de ganhos
Ana Batalha Oliveira 23 de agosto de 2018 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,48% para 5.490,72 pontos

Stoxx 600 desceu 0,16% para 383,40 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,16% para 28,57,23 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal agrava 0,4 pontos base para os 1,799%

Euro recua 0,19% para 1,1575 dólares

Petróleo desliza 0,08% para 74,72 dólares por barril em Londres

 

Tarifas EUA-China fazem sombra à Europa

Na Europa, a tendência negativa é generalizada, no dia em que as tarifas de Trump sobre 16 mil milhões de importações chinesas entra em vigor, e Pequim paga exactamente "na mesma moeda". O Stoxx 600, o principal agregador europeu, desceu 0,16% para os 383,40 pontos. O sector automóvel é aquele que mais sofre, com uma quebra de 1,41%. Este sector está alerta depois de na terça-feira o presidente Trump ter reiterado uma ameaça, numa acção de campanha face ao eleitorado de West Virgínia:  "Vamos aplicar uma tarifa de 25% a todos os carros da União Europeia que venham para os Estados Unidos". 

 

Em Lisboa, o PSI-20 interrompeu três sessões consecutivas de ganhos, pressionado sobretudo pela queda da Galp Energia. Já a Sonae recuou mais de 2%, apesar de ter revelado um aumento dos lucros nos primeiros seis meses do ano.

 

Juros da dívida afastam-se de mínimos

A taxa de juro associada à dívida portuguesa a dez anos agravou-se esta quinta-feira em 0,4 pontos base para os 1,799%, subindo pela segunda sessão consecutiva. Afasta-se desta forma do mínimo de 30 de Julho atingido esta terça-feira. Na Alemanha, a tendência é inversa, com os juros das obrigações para a mesma maturidade a descerem 0,5 pontos base para os 0,339 pontos, colocando o prémio da dívida portuguesa face à germânica nos 146 pontos base.

 

Euribor a três meses inalterada há 19 sessões

As taxas Euribor registaram esta quinta-feira os mesmos valores da sessão anterior em todos os prazos, mantendo-se estáveis nos últimos dias, com destaque para a maturidade a três meses, inalterada há 19 sessões. A Euribor a três meses, voltou hoje a ser fixada, pela décima nona sessão consecutiva, em -0,319%, contra o atual mínimo de sempre, de -0,332%.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação também continuou hoje em -0,266% pela nona sessão consecutiva. A nove meses, a Euribor voltou a fixar-se em -0,206% pelo quarto dia consecutivo. Também no prazo de 12 meses, a taxa Euribor, manteve-se hoje em -0,167%, pelo quinto dia consecutivo.

 

Dólar recupera força

A nota verde avança 0,19% para os 0,8639 euros, voltando aos ganhos depois de seis sessões no vermelho, um abrandamento que se seguiu ao pico de 28 de Junho do ano passado, atingido na última quarta-feira. Esta quinta-feira, o dólar chegou a somar 0,46% para os 0,8863 euros durante a sessão, no dia antes do discurso do presidente da Fed, Jerome Powell, na conferência de Jackson Hole. A perspectiva é de que o banco central americano volte a dar pistas no sentido de um aumento dos juros em Setembro.

 

Petróleo fecha ciclo de cinco sessões de ganhos

O barril de Brent, referência na Europa, cai uns ligeiros 0,08%, a primeira queda após cinco sessões de ganhos. Isto, no dia em que um dólar fortalecido abala as matérias-primas que negoceiam nesta moeda. Paralelamente, a Arábia Saudita cancelou as operações de colocação em bolsa da Aramco, tanto no mercado interno quer internacional, revelam quatro fontes não identificadas, citadas pela Reuters. Esta era vista como a "operação do século", prevendo-se que a venda de 5% do capital da petrolífera rendesse 100 mil milhões de dólares. Este montante avaliaria a empresa em dois biliões de dólares. 

 

Cobre volta a baixar dos 6.000 dólares

Depois de duas sessões de ganhos, com as quais o cobre conseguiu regressar acima da fasquia dos 6.000 dólares por tonelada, o metal cor de laranja volta a ceder e a cotar nos 5.950 dólares por tonelada, após uma descida de 0,9%. Foi na última quarta-feira que o cobre se colocou abaixo desta fasquia, ao atingir um mínimo de mais de um ano – desde 23 de Junho de 2017 que esta matéria-prima não negociava nos 5.773 dólares por tonelada, valor que atingiu na sequência de uma queda de 4,48%.

O cobre verga perante as tarifas dos EUA sobre as importações chinesas, que entram esta quinta-feira, dia 23 de Agosto, em vigor. A pressionar está ainda o rally do dólar, que afecta as matérias-primas cotadas nesta moeda.

 




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