Mercados num minuto Fecho dos mercados: Tarifas de Trump à China colocam bolsas e petróleo em forte queda

Fecho dos mercados: Tarifas de Trump à China colocam bolsas e petróleo em forte queda

O novo episódio na guerra comercial entre os EUA e a China influenciou os principais activos, com os investidores a fugirem das bolsas e do petróleo e a refugiarem-se no dólar.
Fecho dos mercados: Tarifas de Trump à China colocam bolsas e petróleo em forte queda
Reuters
Nuno Carregueiro 11 de julho de 2018 às 17:44

Os mercados em números

PSI-20 desvalorizou 0,44% para os 5.636,79 pontos
Stoxx 600 caiu 1,26% para 381,4 pontos
S&P 500 desvaloriza 0,56% para 2.778,27 pontos 
Yield 10 anos de Portugal avança 1,7 pontos base para 1,772%
Euro desvaloriza 0,19% para 1,1722 dólares
Petróleo desce 2,99% para 76,50 dólares por barril em Londres

 

Tarifas de Trump à China derrubam bolsas

As bolsas europeias foram penalizadas pelas novas tarifas que os Estados Unidos pretendem impor à China, que impulsionaram os receios de uma escalada da guerra comercial. Depois da retaliação chinesa, os Estados Unidos definiram uma nova lista de tarifas sobre importações chinesas avaliadas em 200 mil milhões de dólares (170 mil milhões de euros).

 

O Stoxx600 caiu 1,3% e a maioria dos índices europeus fechou a sessão a recuar mais de 1%.

 

O PSI-20 sofreu com o contágio das bolsas europeias, mas as quedas foram menos intensas. A bolsa nacional desvalorizou 0,44% para os 5.636,79 pontos, interrompendo um ciclo de cinco sessões seguidas de ganhos. A liderar as quedas estiveram a Galp Energia, a EDP Renováveis e a Mota-Engil. O BCP foi uma das poucas cotadas que valorizou. 

 

Juros sobem em dia de leilão

Os juros da dívida pública portuguesa negoceiam em alta ligeira num dia que fica marcado pela descida dos custos de financiamento no duplo leilão de dívida pública que foi realizado pelo IGCP, que angariou 950 milhões de euros em títulos a 10 e 16 anos. A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos somam 1,7 pontos base para 1,772%. Ainda assim, o "spread" da dívida está a descer, já que a taxa de juro das obrigações alemãs a 10 anos se agrava em 4,7% para 0,367%.

   

Dólar volta a recuperar

Como habitual em alturas de turbulência nos mercados, a moeda norte-americana serviu de refúgio para os investidores. O índice do dólar, que reflecte a variação da moeda contra as principais divisas mundiais, está a valorizar 0,2%. O euro desvaloriza 0,19% para 1,1722 dólares, na segunda sessão de queda para a moeda europeia, que se segue a três sessões de ganhos.

 

Euribor a seis meses recua

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e nove meses, desceram a seis e subiram a 12 meses em relação a terça-feira. A Euribor a três meses manteve-se hoje pela nona sessão consecutiva em -0,321%, um máximo desde Abril do ano passado. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, desceu ao ser fixada em -0,271%, menos 0,2 pontos base e contra o actual mínimo de sempre.

 

Descida das reservas não trava queda do petróleo

O petróleo até atenuou por breves momentos a tendência negativa que registou durante a manhã, reagindo em alta à divulgação dos stocks de crude nos Estados Unidos, que caíram de forma mais acentuado do que o esperado. De acordo com a EIA, os inventários desceram 12,6 milhões de barris por dia, o que representa a queda mais forte desde Setembro de 2016.

 

Contudo, a matéria-prima depressa retomou a tendência de queda, com o Brent em Londres a descer 2,99% para 76,50 dólares. O WTI em Nova Iorque recua 2,16% para 72,51 dólares.

 

Também a penalizar o petróleo tem estado o facto de os EUA estarem a ponderar deixar de pressionar os seus aliados [a União Europeia, por exemplo, não saiu do acordo nuclear com Teerão] para reduzirem a zero as suas importações de petróleo iraniano até 4 de Novembro [a ameaça inicial dos EUA, em caso de não cumprimento, era de avançarem com sanções].

 

Metais lideram queda entre as matérias-primas

A imposição de tarifas adicionais à China colocou as matérias-primas a negociar no vermelho, com os metais a serem os mais pressionados, devido à estimativa de que serão fortemente penalizados pela escalada da guerra comercial entre os EUA e o país asiático. O cobre, uma das matérias-primas mais penalizadas nas últimas sessões, cede 0,9% para 6.332,5 dólares por tonelada. O zinco, o níquel e o ouro também estão em terreno negativo.   

 




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