Mercados num minuto Fecho dos mercados: Turquia continua a arrastar bolsas. Euro renova mínimos de 2017

Fecho dos mercados: Turquia continua a arrastar bolsas. Euro renova mínimos de 2017

A situação na Turquia continuar a influenciar os mercados, provocando novas quedas. As bolsas acumulam uma descida de quase 3% em menos de uma semana e o euro está a renovar mínimos de 2017. Já o petróleo desliza após o aumento inesperado das reservas dos EUA.
Fecho dos mercados: Turquia continua a arrastar bolsas. Euro renova mínimos de 2017
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 caiu 1,59% para 5.417,05 pontos

Stoxx 600 desceu 1,36% para 379,70 pontos

S&P 500 desvaloriza 1,08% para 2.809,33 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 3 pontos base para 1,847%

Euro recua 0,06% para 1,1337 dólares

Petróleo cai 2,7% para 70,50 dólares por barril em Londres

 

Turquia leva a queda acumulada de 2,7% nas bolsas europeias
Desde que a turbulência na Turquia começou, o Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, já perdeu 2,7% do seu valor - quando comparado com o fecho da sessão de quinta-feira. A queda da lira turca começou na passada sexta-feira quando os Estados Unidos anunciaram que iriam duplicar as taxas a aplicar ao aço e alumínio turco. O Stoxx 600 atingiu mínimos de um mês e meio. 

 

Esta quarta-feira todos os sectores europeus desvalorizaram. O mais penalizado foi o das matérias-primas, que atingiu mínimos de Dezembro do ano passado. Em causa estão os riscos de contágio do lado da procura provocados pela situação da Turquia e pela guerra comercial fomentada pelos EUA. As bolsas europeias também ficaram pintadas de vermelho, escapando apenas a Grécia e Itália por estarem fechadas por causa do feriado. 

 

As quedas chegaram também ao PSI-20 que, para além da influência europeia, está a ser pressionado pela situação da Navigator que enfrenta uma taxa de 37% dos EUA nas vendas em território norte-americano. Só esta semana a bolsa nacional "perdeu" dois mil milhões de euros, acumulando uma queda de 3,8%. O PSI-20 está em mínimos de dois meses e meio. 

 

Juros de Itália renovam máximos de Maio

As taxas de juro subiram na maioria dos países europeus. A Alemanha escapou às subidas, com os investidores a refugiarem-se neste activo, numa altura em que "fogem" das bolsas e dos activos considerados mais vulneráveis. Itália é dos países que maiores subidas de juros está a sentir. Além dos receios de contágio da Turquia, a situação política e financeira de Roma tem suscitado dúvidas aos investidores. Assim, a taxa de juro associada à divida a 10 anos de Itália está a subir 13,9 pontos base para 3,169%, o que corresponde a um máximo desde o final de Maio, altura marcada pela instabilidade política no país. 

Já a "yield" a 10 anos de Portugal está a subir três pontos para 1,847%, enquanto os juros da Alemanha caem 2,3 pontos para 0,304%, o que eleva o prémio de risco de Portugal para quase 155 pontos base.

 

Taxas Euribor mantêm-se em todos os prazos

As taxas Euribor mantiveram-se em todos os prazos em relação aos valores registados na terça-feira. A taxa a três meses fixou-se em -0,319%, a Euribor a seis meses manteve-se nos -0,266%, enquanto na maturidade a nove meses ficou nos -0,207%. Já a taxa a 12 meses estabilizou nos -0,166%.

 

Euro renova mínimos de Junho de 2017

Os receios em torno do contágio da crise turca à Europa têm penalizado a moeda única europeia. E esta quarta-feira não foi excepção. O euro recua 0,06% para 1,1337 dólares, atingindo o valor mais baixo desde Junho de 2017. Desde o início deste ano, o euro já acumula uma descida superior a 5,5%.

 

Já o dólar continua a subir e a atingir máximos de 13 meses contra um cabaz composto pelas principais moedas mundiais, a beneficiar dos receios em torno de um abrandamento da economia chinesa, cujos últimos indicadores apontam para uma travagem no crescimento.

 

Petróleo desliza após reservas dos EUA

Os preços do petróleo estão a cair mais de 2,5%, depois de ter sido divulgado que as reservas de petróleo dos EUA registaram o maior aumento desde Março de 2017. As reservas aumentaram em 6,81 milhões de barris na semana passada, de acordo com os dados revelados esta quarta-feira. Já os analistas consultados pela Bloomberg estimavam uma queda de 2,5 milhões de barris.

 

Esta evolução conjugada com a especulação em torno de uma quebra da procura desta matéria-prima devido à guerra comercial entre os EUA e a China e a crise na Turquia está a provocar uma queda pronunciada do ouro negro.

O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a cair 2,7% para 70,50 dólares.

 

Fortalecimento do dólar pressiona matérias-primas

Os investidores estão a usar o dólar como activo de refúgio, o que está a penalizar as "commodities", que negoceiam em dólares. É o caso do ouro, que está a perder mais de 1,5% e a negociar em mínimos de Janeiro de 2017. Mas não é caso único. O cobre, o alumínio e vários metais estão a descer.




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