Mercados num minuto Fechos dos mercados: Trump penaliza Stoxx 600 e dólar. Juros sobem e metais inalterados antes da Fed

Fechos dos mercados: Trump penaliza Stoxx 600 e dólar. Juros sobem e metais inalterados antes da Fed

As declarações do presidente dos Estados Unidos pressionaram o sector automóvel europeu cuja desvalorização atirou o Stoxx 600 para o vermelho. Também o dólar continua a ser penalizado pela investigação sobre as ligações de Trump à Rússia, o que levou o euro para a maior série de ganhos contra a divisa norte-americana desde 2016. Juros na Zona Euro sobem e metais inalterados antes de divulgação das minutas da Fed.
Fechos dos mercados: Trump penaliza Stoxx 600 e dólar. Juros sobem e metais inalterados antes da Fed
Bloomberg
David Santiago 22 de agosto de 2018 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,22% para 5.516,98 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,03% para 384,02 pontos
S&P 500 valoriza 0,12% para 2.866,52 pontos 
"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,7 pontos base para 1,790%
Euro aprecia 0,23% para 1,1597 dólares
Petróleo em Londres ganha 2,31% para 74,31 dólares por barril

 

Bolsas europeias com ligeira subida 

As principais bolsas europeias negociaram em alta ligeira, excepção feita para a bolsa grega que somou perto de 2% na sessão desta quarta-feira, 22 de Agosto. Também em alta transaccionou o lisboeta PSI-20 que ganhou 0,22% para 5.516,98 pontos apoiado pelo BCP (+1,90% para 25,68 cêntimos) e pela Galp Energia (+1,37% para 17,695 euros). O principal índice nacional voltou a renovar máximos de 14 de Agosto na terceira sessão consecutiva em alta.

 

Em contraciclo, o índice de referência europeu Stoxx 600, que agrega as 600 maiores cotadas do velho continente, cedeu 0,03% para 384,02 pontos, sobretudo penalizado pelo sector automóvel que recuou para mínimos de Agosto de 2017, isto depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter ameaçado aplicar uma tarifa aduaneira de 25% a todos os automóveis importados da Europa.

 

Juros sobem antes de serem divulgadas minutas da Fed

Os juros das obrigações soberanas dos periféricos inverteram um ciclo de dois dias a aliviar para subirem esta quarta-feira, dia em que a Reserva Federal dá a conhecer as minutas referentes ao último encontro da autoridade monetária. Acredita-se que as mesmas confirmem a expectativa de duas novas subidas dos juros ainda neste ano.

 

A "yield" associada às obrigações soberanas lusas com maturidade a 10 anos sobe 1,7 pontos base para 1,790%, tendência seguida pela taxa de juro corresponde aos títulos espanhóis e italianos com o mesmo prazo que avançam respectivamente 1,2 e 6,6 pontos base para 1,380% e 3,054%. Já a "yield" associada às "bunds" germânicas sobe 1,8 pontos base para 0,349%, dia em que já tocou no valor mais alto desde 10 de Agosto.

 

Euribor inalterada em todos os prazos

As taxas Euribor permaneceram sem alterações em todos os prazos. A três meses continuou fixada em -0,319%, a seis meses, que é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, ficou em -0,266%, a nove meses permaneceu em -0,206%, e a 12 meses continuou em -0,167%.

 

Dólar com mais longa série de perdas desde 2016 após Cohen se declarar culpado

O dólar está a desvalorizar contra o euro pelo sexto dia consecutivo nos mercados cambiais, o que representa a mais longa série de desvalorizações da divisa norte-americana relativamente à moeda única europeia desde Maio de 2016.

 

Por sua vez, o euro transaccionou durante o dia em máximos de 8 de Agosto face ao dólar, estando nesta altura a apreciar 0,23% para 1,1597 dólares.

 

A penalizar o dólar está o facto de Michael Cohen, antigo advogado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se ter declarado culpado dos crimes de fraude bancária, fuga aos impostos e violação das leis federais relacionadas com campanhas eleitorais, admitindo ter conhecimento da interferência das autoridades russas nas presidenciais de 2016. Esta admissão adensa as dúvidas quanto à continuidade de Trump na presidência dos EUA, um sinal de instabilidade que está a prejudicar o dólar.

 

Brent em máximos após maior queda das reservas dos EUA em quatro semanas

O petróleo está a negociar em forte alta nos mercados internacionais, beneficiando da queda registada na semana passada nas reservas petrolíferas dos Estados Unidos, a maior redução em quatro semanas. Segundo reportou hoje a Administração de Informação de Energia dos EUA, as reservas norte-americanas caíram em 5,17 milhões de barris, uma queda acima das estimativas dos analistas.

 

O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a ganhar 2,31% para 74,31 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque sobe 2,51% para 67,49 dólares.

 

O Brent valoriza pela quinta sessão seguida, o que representa o maior ciclo de ganhos desde Abril, isto num dia em que já transaccionou em máximos de 8 de Agosto.

 

Metais inalterados à espera da Fed

Ouro, cobre e alumínio seguem a negociar no valor de fecho da última sessão num momento em que os investidores preferem aguardar por novidades quanto ao rumo da política monetária do banco central norte-americano. Já a prata perde 0,45% para 14,7180 dólares.




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