Obrigações Alta tensão atira juros da dívida para máximos
Assinatura Digital. Negócios Primeiro Para ler tudo faça LOGIN ou ASSINE

Alta tensão atira juros da dívida para máximos

A turbulência está a afastar os investidores dos activos mais arriscados. Estão a fugir das acções, mas também da dívida. Afundam as obrigações de países mais frágeis, como Portugal, fazendo disparar os juros. O prémio de risco está em máximos deste a troika.
Alta tensão atira juros da dívida para máximos
Getty Images

Portugal não tinha juros da dívida tão elevados desde o fim do programa de resgate. O valor das obrigações nacionais, à semelhança das de outros países do euro, tem vindo a afundar, levando a

Assinatura Digital. Negócios Primeiro
Para ler tudo faça LOGIN ou ASSINE
Análise, informação independente e rigorosa.
Para saber o que se passa em Portugal e no mundo,
nas empresas, nos mercados e na economia.
  • Inclui acesso ao ePaper, a versão do Negócios tal como é impresso em papel. Veja aqui.
  • Acesso ilimitado a todo o site negocios.pt
  • Acesso ilimitado via apps iPad, iPhone, Android e Windows
Saiba mais



A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 09.02.2016

Três observações simples sobre o orçamento:

1ª – o poucochinho transformou cortes provisórios em impostos permanentes (a sobretaxa do IRS vigoraria mais um ano; os cortes na função pública e pensionistas mais dois ou três, creio). Isto significa que em breve os FP e pensionistas deixariam de estar sujeitos a estas medidas de austeridade, mas com os impostos não se livrarão deles tão cedo, ou seja, pagá-los-ão ad eternum (O Tribunal Constitucional não deveria ser chamado a pronunciar-se sobre esta substituição de medidas temporárias por medidas definitivas – todos sabem que os impostos quando chegam é para ficar). Os funcionários e os pensionistas estão contentes, mas esquecem-se que pagarão o retorno dos cortes com juros, até quando?

2ª – o poucochinho transformou cortes sectoriais (cortes nos funcionários públicos com ordenados superiores a 1.500 euros e pensionistas com pensões superiores a 1.000 euros) em impostos universais, por isso também pagos pelos mais pobres dos mais pobres. No meu caso, que sou FP, os cortes atingiam-me só a mim, no meu agregado familiar. Com os impostos, a minha mulher e os meus dois filhos passaram também a ser atingidos. Aquilo que passaremos a pagar no conjunto, facilmente superará o corte de que fui alvo! Isto é diminuir a austeridade e ajudar as famílias?

3ª – O poucochinho continua a alimentar o monstro à custa do sacrifício de todos para beneficiar uns poucos! Sou FP, ganho mais de 1500 euros mensais, sempre compreendi estes cortes em virtude da situação de emergência que o país viveu… Quando os meus tios foram à guerra para defender o país, deram muito mais pela pátria do que eu com estes cortes… Por que razão havemos de pôr tantos trabalhadores do privado e do público com ordenados inferiores ao meu a pagar estas devoluções que já estavam a ser revertidas???

Encontram neste orçamento alguma possibilidade, mesmo que remota, mesmo que dê certo, de “aumentar a justiça social”? Colocar o sector privado a pagar os cortes do sector público, pôr os pobres dos mais pobres a pagar os cortes da classe média (a classe média em Portugal) é aumentar a justiça social?

O PS, o BE e o PCP são mesmo de esquerda?

comentários mais recentes
Elder 10.02.2016

O problema não é ser PSD ou PS, ou PC, ou BE, o problema é serem, e sermos, todos tugas. Nunca conseguiremos ser espertos e eficientes, por mais OEs que se façam.

Anónimo 10.02.2016

"Por que razão havemos de pôr tantos trabalhadores do privado e do público com ordenados inferiores ao meu a pagar estas devoluções que já estavam a ser revertidas???"
Por uma razão simples: porque todos votam!

O Fumadinho anda a assar em lume brando! 09.02.2016

O fumadinho vai despencar! Também, quem o mandou usurpar o poder? Porque não se aliou ao Passos e para tirar Portugal da lama! Preferiu olhar para o seu ego e aliou-se à esquerdalha! Agora vai assando em lume brando, e jamais ganhará umas eleições!

Anónimo 09.02.2016

Três observações simples sobre o orçamento:

1ª – o poucochinho transformou cortes provisórios em impostos permanentes (a sobretaxa do IRS vigoraria mais um ano; os cortes na função pública e pensionistas mais dois ou três, creio). Isto significa que em breve os FP e pensionistas deixariam de estar sujeitos a estas medidas de austeridade, mas com os impostos não se livrarão deles tão cedo, ou seja, pagá-los-ão ad eternum (O Tribunal Constitucional não deveria ser chamado a pronunciar-se sobre esta substituição de medidas temporárias por medidas definitivas – todos sabem que os impostos quando chegam é para ficar). Os funcionários e os pensionistas estão contentes, mas esquecem-se que pagarão o retorno dos cortes com juros, até quando?

2ª – o poucochinho transformou cortes sectoriais (cortes nos funcionários públicos com ordenados superiores a 1.500 euros e pensionistas com pensões superiores a 1.000 euros) em impostos universais, por isso também pagos pelos mais pobres dos mais pobres. No meu caso, que sou FP, os cortes atingiam-me só a mim, no meu agregado familiar. Com os impostos, a minha mulher e os meus dois filhos passaram também a ser atingidos. Aquilo que passaremos a pagar no conjunto, facilmente superará o corte de que fui alvo! Isto é diminuir a austeridade e ajudar as famílias?

3ª – O poucochinho continua a alimentar o monstro à custa do sacrifício de todos para beneficiar uns poucos! Sou FP, ganho mais de 1500 euros mensais, sempre compreendi estes cortes em virtude da situação de emergência que o país viveu… Quando os meus tios foram à guerra para defender o país, deram muito mais pela pátria do que eu com estes cortes… Por que razão havemos de pôr tantos trabalhadores do privado e do público com ordenados inferiores ao meu a pagar estas devoluções que já estavam a ser revertidas???

Encontram neste orçamento alguma possibilidade, mesmo que remota, mesmo que dê certo, de “aumentar a justiça social”? Colocar o sector privado a pagar os cortes do sector público, pôr os pobres dos mais pobres a pagar os cortes da classe média (a classe média em Portugal) é aumentar a justiça social?

O PS, o BE e o PCP são mesmo de esquerda?

Notícias só para Assinantes
Exclusivos, análise, informação independente e credível. Para saber o que se passa em Portugal e no mundo, nas empresas, nos mercados e na economia. Inclui acesso à versão ePaper.
Mais uma forma de ler as histórias
da edição impressa do Negócios.
Se ainda não é Assinante Saiba mais
pub
pub
pub
pub