Obrigações Moody’s não mexe em Portugal e mantém rating no "lixo"

Moody’s não mexe em Portugal e mantém rating no "lixo"

A agência de notação financeira voltou a não se pronunciar sobre a classificação da dívida soberana de longo prazo de Portugal, que se manteve assim em Ba1, o primeiro nível da categoria de investimento especulativo. A próxima avaliação está prevista para 1 de Setembro.
Moody’s não mexe em Portugal e mantém rating no "lixo"
Bloomberg
Carla Pedro 05 de maio de 2017 às 22:38

A Moody’s, que tinha agendada para esta sexta-feira, 5 de Maio, uma possível decisão sobre o rating e perspectiva de Portugal, optou por não o fazer. A notação soberana mantém-se assim no primeiro nível de "junk", que recai na categoria de investimento especulativo. Já o "outlook", que é a perspectiva para a evolução da qualidade da dívida, continua a ser "estável".

A agência anunciou esta noite, na sua informação sobre o calendário de actualizações das dívidas soberanas, que não emitiu qualquer opinião sobre Portugal, apesar do agendamento dessa possibilidade.

Depois de ter elevado o rating de Portugal para o actual patamar, a 25 de Julho de 2014, a Moody's já teve agendadas várias revisões mas tem decidido não proceder a qualquer mexida.

Entre as restantes grandes agências, também a Fitch e a Standard & Poor’s colocam Portugal neste patamar e com perspectiva "estável". Apenas a canadiana DBRS tem a dívida soberana do país fora de "lixo", no último grau da categoria de investimento de qualidade – sendo que o "outlook" é "estável".

Ao ser a única agência que mantém Portugal acima de "lixo", a DBRS tem o poder de ligar ou desligar Portugal da máquina do Banco Central Europeu, uma vez que é a única actualmente que garante a elegibilidade da dívida nacional para os programas de compra do BCE.

As datas de apresentação dos relatórios são indicativas, não tendo as agências que cumprir o calendário que passaram a apresentar às autoridades europeias de supervisão – no qual agendam os dias, do ano seguinte, em que pensam pronunciar-se sobre cada dívida soberana (e que têm de ser sempre à sexta-feira após o fecho das bolsas).

Assim, apesar de as agências agendarem antecipadamente os dias em se pronunciarão sobre as dívidas soberanas, podem não o fazer se virem que não há razões que o justifiquem. Da mesma forma, podem pronunciar-se fora do calendário planeado se surgirem circunstâncias excepcionais que a isso as movam.

 




pub