Taxas de juro Juros da dívida portuguesa a 10 anos atingem novo mínimo histórico

Juros da dívida portuguesa a 10 anos atingem novo mínimo histórico

A dívida portuguesa está a beneficiar da confiança que reina nos mercados de que a Grécia e os credores europeus vão chegar a acordo nos próximos dias sobre uma extensão dos empréstimos a Atenas.
Juros da dívida portuguesa a 10 anos atingem novo mínimo histórico
Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes 18 de fevereiro de 2015 às 11:01

As taxas de juro da dívida portuguesa continuam em queda livre. Depois de ter atingido um mínimo histórico no final da passada semana, a taxa de juro de referência (10 anos) bateu um novo mínimo esta quarta-feira, 18 de Fevereiro.

 

A taxa de juros a 10 anos de Portugal recuou nove pontos base e atingiu os 2,271% na negociação de hoje no mercado secundário, um novo mínimo histórico.

 

Os juros nas restantes maturidades também estão a recuar ligeiramente. A dois anos perdem 2,6 pontos base para 0,269%. A cinco anos perdem 7,3 pontos para 1,344%.

 

A queda dos juros da dívida beneficiou hoje Portugal no leilão de dívida de três e 12 meses, com esta última a registar a taxa de juro mais baixa de sempre. O Tesouro português encaixou 1.250 milhões de euros com esta operação.

 

O cenário é semelhante em vários países da Zona Euro. Na Grécia, a taxa de juro de referência também está a recuar: 30,4 pontos para 9,936%. Em Itália, perde 6,5 pontos para 1,600% e em Espanha recua 5,7 pontos para 1,548%.

 

Mais a norte, o juro de referência da Alemanha, o "bund", permanece inalterado. Em França, desce 0,9 pontos para 0,682%.

  

As taxas de juro das obrigações soberanas estão a beneficiar da confiança que reina nos mercados de que o Governo grego e os parceiros europeus vão chegar a acordo nos próximos dias.

 

Atenas sinalizou hoje que vai pedir uma extensão dos empréstimos europeus por mais seis meses, conforme exigido pelos parceiros europeus.

 

A Comissão Europeia alertou ontem o Governo grego que, se a Grécia "quiser mais apoio, tem de pedir uma extensão" do programa de assistência financeira, disse o comissário europeu Pierre Moscovici no final do Ecofin.

 

Ao mesmo tempo, chegam sinais de Frankfurt que o Banco Central Europeu (BCE) poderá aprovar hoje a renovação do programa Assistência de Liquidez de Emergência (ELA).

 

Este programa está a assegurar a liquidez aos bancos gregos num momento em que a fuga de depósitos do país está a deixar as instituições financeiras helénicas mais dependentes do financiamento do banco central grego. 




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mais votado surpreso1 Há 21 horas

A boa governação dá nisto...

comentários mais recentes
Anónimo 24.02.2015

Maria Rosa @ Facebook do grupo das bimbas com linguagem execrável.

Alexandre Graça Reis Há 12 horas

Boa!

José Santos Há 12 horas

Porra, acho que preferiam que estivéssemos sempre no lado do coitadinho....rais parta. O defeito neste país ou é do cú ou das calças.

Maurício Correia Há 14 horas

não me digam que ainda nos vão pagar para emprestar?

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