Taxas de juro Juros a dez anos descem e voltam a negociar abaixo de 4%

Juros a dez anos descem e voltam a negociar abaixo de 4%

Depois de na quinta-feira terem tocado em 4,5% e desta manhã terem estado a subir, as taxas das obrigações passaram abaixo da fasquia de 4%.
Juros a dez anos descem e voltam a negociar abaixo de 4%
Bloomberg
Rui Barroso 12 de fevereiro de 2016 às 12:33

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos voltou a negociar abaixo de 4%. Isto depois de esta quinta-feira terem superado aquela fasquia e terem tocado em 4,5%. A taxa exigida pelos investidores em mercado secundário desce 13,3 pontos base para 3,974%. O prémio de risco face à Alemanha que chegou a superar os 400 pontos base na quinta-feira, o valor mais alto desde final de 2013, está agora em 376 pontos base.

O alívio dos juros ocorre após seis dias consecutivos de agravamento, com os investidores a pressionarem as obrigações portuguesas num contexto de forte turbulência nos mercados globais e de cepticismo sobre o orçamento português. Esta sexta-feira, os mercados aparentam estar mais calmos, com as bolsas europeias a recuperarem e as taxas das obrigações espanholas e italianas a registarem descidas. No caso da dívida italiana a dez anos, a descida é de 6,1 pontos base para 1,652%. Já para os títulos espanhóis, a "yield" baixa 3,9 pontos base para 1,741%.

Mário Centeno, ministro das Finanças, tem dado várias entrevistas para tentar explicar aos mercados que o Governo mantém o compromisso com a consolidação orçamental. Em entrevista à CNBC, revelou que "estamos a seguir os desenvolvimentos [do mercado] e precisamos de agir, precisamente comunicando com os mercados o nosso profundo compromisso com o processo de consolidação orçamental".

Isto depois de nos últimos dias, as taxas da dívida portuguesa terem feito tocar campainhas de alarme. Em apenas seis sessões, a "yield" a dez anos tinha disparado de 2,93% para mais de 4%. Isto numa altura em que os analistas temem que as incertezas em relação ao orçamento português aumentem o risco da DBRS tirar o "rating" de Portugal do nível de investimento, no final de Abril.

Bruxelas também expressou dúvidas sobre o orçamento português e o Eurogrupo pediu, esta quinta-feira, mais medidas para controlar as contas públicas. Após estas exigências, António Costa confirmou que o Governo vai "preparar medidas que manteremos em carteira para utilizar caso venha a ser necessário". 


(Notícia actualizada às 12:43 com mais informação)




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