"Yields" das obrigações portuguesas estão a recuar nos prazos mais curtos, anulando a subida verificada ontem.

Os juros que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa estão hoje a recuar de forma intensa nas obrigações com maturidades mais reduzidas, corrigindo o movimento de inverso registado ontem.
A “yield” da dívida a dois anos recua 70 pontos base para 8,02%, regressando assim a níveis próximos de mínimos desde que Portugal pediu
ajuda externa.
Ontem o juro da dívida com esta maturidade tinha avançado 74 pontos base, depois de sete sessões consecutivas a recuar.
Nos prazos inferiores a seis anos a tendência é também de descida, depois de ontem as “yields” terem subido, no rescaldo das eleições na França e na Grécia. Nos prazos mais longos a tendência continua a ser de alta na sessão de hoje, com a “yield” das obrigações a 10 anos a avançar 7 pontos base para 11,3%.
Apesar de persistir a incógnita sobre o próximo governo grego, a acalmia marca a negociação na dívida dos países periféricos europeus. O juro da dívida espanhola a dois anos sobe 3 pontos base para 3,29%, enquanto na maturidade a 10 anos está estável em 5,76%.
Em
Itália, a “yield” das obrigações a dois anos desce 6 pontos base para 2,84%, enquanto na maturidade a 10 anos desce 1 ponto base para 5,39%.