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Os juros da dívida pública portuguesa estão a negociar sem tendência definida, num dia em que as taxas das restantes economias da periferia da Zona Euro descem, com os investidores a procurarem activos com maior retorno.
Por cá, a “yield” implícita na dívida pública a cinco anos recua 4,8 pontos base para 4,635% e voltou a renovar um mínimo de Dezembro de 2010, ao tocar os 4,831% segundo os dados da Bloomberg para o mercado secundário. Já na dívida a 10 anos verifica-se uma subida dos juros de três pontos base para 5,961%, enquanto na maturidade a dois anos o juro recua 0,1 pontos base para 3,121%.
Já os juros de Itália e de Espanha recuam em todas as maturidades, enquanto a taxa das obrigações alemãs sobe. Perante a expectativa de que o Banco Central Europeu vai manter a política de juros baixos, os investidores estão a reduzir a exposição à dívida alemã e a reforçar a exposição à dívida de países com taxas implícitas mais altas.
Os juros da dívida emitida a partir de Madrid com prazo de 10 anos recuam 5,9 pontos base para 4,833% e os das obrigações soberanas de Itália, com o mesmo prazo, recuam 2,7 pontos base para 4,569%. Nas “bunds” alemãs, o juro sobe oito pontos base para 1,49%.
“Se continuarmos num ambiente geral de baixas taxas de juro, os investidores vão procurar activos com maior rendibilidade”, disse o estratega do Royal Bank of Candada, Norbert Aul, à Bloomberg. “Em termos de potencial de desempenho, Espanha é o sítio para se estar, nesta altura.”