Juros da dívida portuguesa voltam a cair em todos os prazos
18 Julho 2013, 14:15 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt
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A taxa de juro associada à dívida a dez anos desliza perto de 19 pontos base mas ainda se mantém ligeiramente acima de 7%. Portugal lidera descidas das “yields” na Europa.

Portugal está a viver uma sessão de alívio no mercado de dívida. O país lidera as descidas das taxas de juro implícitas à dívida em toda a Europa. Os investidores estão a pedir um retorno menos elevado para trocar obrigações nacionais.

 

A taxa de juro associada às obrigações portuguesas a dez anos (“yield”) está a resvalar 19,1 pontos base para ser negociada nos 7,02%, de acordo com as taxas genéricas da agência Bloomberg. As taxas de juro evoluem em sentido contrário ao preço das obrigações, ou seja, estes títulos estão a ficar mais caros, o que mostra um maior apetite por parte dos investidores.

 

A “yield” a dez anos ainda não recuperou, contudo, das fortes subidas registadas desde o início do mês. Antes da demissão de Vítor Gaspar e do pedido de demissão de Paulo Portas, a taxa estava em 6,4%. Este mês tem sido marcado pela crise política e pelas incertezas quanto à constituição de um “compromisso de salvação nacional”, pedido pelo Presidente da República. Os três principais partidos portugueses estão em reuniões consecutivas para alcançar esse acordo mas ainda não há novidades sobre qualquer entendimento.

 

Apesar disso, os juros estão a cair em todos os prazos. A dois anos, a taxa recua 9,7 pontos base para 5,26% ao passo que, a cinco anos, a quebra é de 23,8 pontos base para os 6,6%.

 

As descidas registadas nas rendibilidades exigidas pelos investidores para a negociação de dívida portuguesa são superiores às que se sentem nos restantes países periféricos, como Espanha e Itália. Também aí as “yields” estão a cair, mas com menor intensidade. A justificar a tendência negativa destas taxas – e consequente subida dos preços – está o facto de o presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernanke, ter dado a entender que os estímulos à maior economia do mundo se vão manter e que não serão retirados no futuro próximo. 

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