Banca Digital e Trading 2017 Novas gerações impulsionam pagamentos digitais

Novas gerações impulsionam pagamentos digitais

Os “millennials” estão na vanguarda da adopção dos serviços bancários online e pedem mais ao sector. Os pagamentos digitais estão entre os serviços mais apreciados e os investimentos começam a valer mais do que os simples depósitos.
Novas gerações impulsionam pagamentos digitais

À medida que os "millennials" entram na idade adulta e no mercado de trabalho, a sua propensão para procurar serviços que lhes simplifiquem o dia-a-dia aumenta. Os serviços financeiros estão entre os que reúnem grande parte das atenções, nomeadamente ao nível das operações bancárias, como também ao nível dos pagamentos e dos investimentos. A ideia de ter dinheiro parado em depósitos e aplicações não se coaduna com o princípio dinâmico de vida dos "millennials", que olham para as novas aplicações de "trading" como uma forma de gerar receitas extra para sustentar uma vida que querem que seja marcada por boas experiências.

 

As bitcoin são também uma área que os "millennials" se sentem motivados a explorar. Segundo a Forbes, alguns "millennials" já estão a investir em bitcoins e outras criptomoedas, numa alternativa às tradicionais contas-poupança.

 

Os tempos são de mudança e os contextos também. Os "millennials" não estagnam as suas ambições de investimento em ofertas obsoletas e não voltam a utilizar um serviço que não funcione ou que não lhe proporcione a satisfação que pretendem.

 

A tecnologia está a suportar esta nova vaga de investidores e as start-ups estão a desenvolver as aplicações certas para que capitalizem os investimentos. Da mesma forma os "players" financeiros tradicionais estão também já a trabalhar nesta área e a disponibilizar aplicações e ofertas simplificadas que atraem as intenções de investimento das novas gerações. As plataformas Activo Trade ou a Gobulling são apenas algumas das que estão disponíveis.

 

Pagamentos também seguem o caminho online

O cenário online está montado e embora a crise financeira tenha atrasado alguns projectos de inovação nesta área, o facto é que as novas gerações de utilizadores não vão deixar os gestores esquecer que é preciso inovar e investir em tecnologias que correspondam às suas expectativas de utilização.

 

Os "millennials" portugueses seguem as tendências europeias e o potencial de crescimento na utilização de canais online e móveis no sector financeiro nos próximos é elevado. 59% dos portugueses verificam o saldo ou acedem a outros serviços através de uma aplicação bancária. Portugal segue a tendência da média europeia encontrando-se ligeiramente acima da sub-região dos países ocidentais (58%). Os consumidores portugueses acompanham igualmente a tendência da Europa ao sentirem-se cada vez mais confortáveis ao realizar transacções através dos seus dispositivos móveis, em detrimento dos "desktops" e "laptops", já que quase metade (48%) utiliza um dispositivo móvel para efectuar compras.

O mesmo se verifica na transferência de dinheiro para amigos e familiares a partir de um smartphone ou tablet (45% dos europeus e 42% dos portugueses).

 

Estes dados resultam do estudo de pagamentos digitais da Visa (Digital Payments) e revelam que o mobile banking se tornou na "nova norma" para 62% dos europeus e 59% dos portugueses. A adopção de dispositivos móveis para gerir dinheiro, realizar operações bancárias e efectuar pagamentos é maior do que nunca, já que 77% dos europeus e 75% dos portugueses utilizam agora os seus dispositivos móveis para acompanhar as suas finanças e realizar pagamentos diários, como contas, estacionamento e actividades de lazer.

 

A nível europeu, é de assinalar que mais de dois terços (68%) dos europeus usaram uma carteira digital (por exemplo, o PayPal), um serviço de card-on-file (onde o website armazena os detalhes de pagamento) ou um serviço de pagamento móvel. Este número sofreu um aumento face aos 63% em 2016.

 

Imaterialidade do virtual não assusta "millennials"

Ao analisar o crescimento dos pagamentos digitais, um dos principais indicadores é o aumento dos níveis de conforto/confiança com a tecnologia móvel. A nível europeu, as preocupações com a privacidade diminuíram de 51%, em 2016, para apenas 46%. Em Portugal, a percentagem é ligeiramente superior, com 50%. As preocupações com a segurança assistiram a uma diminuição ainda maior, passando de 65%, em 2015 e 2016, para os actuais 59%.

 

Em Portugal, a segurança ainda é uma preocupação para 64% dos utilizadores, o que equivale à média europeia no ano passado. No entanto, o cenário de aceitação é positivo e tudo aponta para que o digital seja protagonista nas operações financeiras mais banais. O crescente número de opções de pagamento digital através de dispositivos móveis está a levar os consumidores a encontrarem soluções de "mobile Money" que se adaptem aos seus estilos de vida.

 

O Banco de Portugal assume que esta tendência é real. O seu último Relatório de Supervisão Comportamental confirma isso mesmo e dá como facto adquirido que o telemóvel (smartphone) e o tablet são dispositivos cada vez mais utilizados, sobretudo por "millennials" e nativos digitais para gerirem a sua vida financeira. Os clientes mais jovens terão também maior apetência para optar por bancos digitais e reduzir ou mesmo prescindir de deslocações ao balcão. Neste contexto, o Banco de Portugal recomenda aos reguladores e supervisores que continuem a "assegurar a protecção do cliente bancário, sem bloquear a conveniência na utilização de produtos e serviços bancários e a inovação financeira".




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