Caixa Empresas “Start me up” soa como novo fado lisboeta

“Start me up” soa como novo fado lisboeta

Antes de começar, entre os dias 7 e 10 de Novembro, a Web Summit já se faz sentir. Startups e empreendedorismo afirmam-se como a nova realidade em Portugal.
“Start me up” soa como novo fado lisboeta

"If you start me up I’ll never stop!" Assim, como que aproveitando a maré do Nobel da Literatura para Bob Dylan, recorta-se e pode aplicar-se este pregão dos Rolling Stones aos tempos que já se vivem em Lisboa e em Portugal.

A cidade prepara-se a preceito para acolher a Web Summit, entre 7 a 10 de Novembro. Chegarão umas 50 mil pessoas. A capacidade hoteleira da capital estará praticamente esgotada e os industriais do ramo até lançam o alerta para que a restauração tenha horários flexíveis e os seus profissionais recebam a inevitável enchente de "empresários de
jeans, camisa, um pouco até, às vezes, despenteados, como habitualmente: simpáticos, disponíveis e sorridentes", uma recomendação recente, da parte de José Manuel Esteves da AHRESP.

Transportes, segurança e
wi-fi gratuito na cidade são elementos que serão reforçados nesta primeira de três edições Web Summit anuais previstas para Lisboa. Após seis anos, aquele que é tido como o maior evento mundial de tecnologia e empreendedorismo saiu pela primeira vez da capital irlandesa, Dublin, e chegou a Portugal, trazendo pessoas de 164 países e provocando um impacto económico imediato da ordem dos 200 milhões de euros.

Como de contas se fazem os negócios, a organização da Web Summit revela nas vésperas do evento que, no ano passado, as startups que participaram nas suas iniciativas a nível mundial conseguiram mais de mil milhões de dólares de financiamentos.


Lisboa está no Top 5

Se é esperado que nada seja como dantes após a Web Summit, Lisboa também está a postos e é vista como uma das cidades mais atrativas para os jovens empreendedores.
Em julho, um levantamento feito pela European Startup Initiative questionou fundadores de
startups onde se instalariam se tivessem de começar tudo de novo. Cinco por cento escolheram Lisboa, que só ficou atrás de Berlim, Londres, Amesterdão e Barcelona nas preferências.

"Este relatório mostra a fantástica evolução do ecossistema português de
startups nos últimos cinco anos. Temos que continuar a trabalhar para crescer e amadurecer, enquanto expandimos as possibilidades para as startups portuguesas crescerem e se internacionalizarem", considerou então a Caixa Capital, uma das grandes entusiastas do fenómeno do empreendedorismo.

Esta empresa de Private Equity e de Venture Capital do Grupo Caixa tem vindo a ser um dos instrumentos de fomento às
startups em Portugal. Comprova-o o recente apoio atribuído ao Prémio do Jovem Empreendedor, organizado pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

Um cheque de 50 mil euros da Caixa Capital faz subir o prémio para os 80 mil euros a atribuir ao vencedor do galardão da ANJE. E essa
startup conquistará também acesso direto à 3.ª edição do Caixa Empreender Award.


Caixa Empreender Award recolhe adeptos

Desde o ano passado, a aceleradora Startup Lisboa Boost, da Startup Lisboa (criada em 2011) é uma das que apresenta candidatos ao Caixa Empreender Award, a par do Act by COTEC, do BGI (ISCTE/MIT Portugal), do inRes (do Programa CMU-Portugal), do Lisbon Challenge, levado a cabo pela Beta-i e do Startup Braga.

Em fevereiro passado, a
startup Prodsmart venceu aquela ronda de investimento da Caixa Capital e juntou um cheque de 100 mil euros ao que conseguira antes, no Demoday da Startup Lisboa Boost.

Agora, para não fugir ao hábito, a empresa do engenheiro informático alentejano Gonçalo Fortes, que desenvolve um sistema de gestão, análise e otimização de processos de produção industrial, conquistou mais um galardão. Venceu o Startup Challenge, promovido pela Microsoft Portugal e pela Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa.

Conclusões. Primeiro, a Prodsmart vai marcar presença no
stand da Microsoft na Web Summit de Lisboa. Depois, irá participar no programa de aceleração do Canopy City, em Boston, durante um ano. Aí receberá apoio legal para criar uma entidade norte-americana e desenvolver o seu negócio nos Estados Unidos.




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