Gestão de Frotas 2017 No partilhar é que está o ganho

No partilhar é que está o ganho

Mais do que solucionar os problemas de mobilidade que existem nas cidades, os serviços de “carsharing” apresentam-se como mais uma opção a ter em conta dentro da rede de transportes.
No partilhar é que está o ganho

É o número que tem dado que pensar: os veículos estão parados em 95% do tempo. Enquanto estamos a dormir, estão parados. Enquanto estamos a trabalhar, estão parados. Mesmo quando estamos em actividades de lazer, estão parados. Esta é a realidade actual e que coloca muitas reticências na hora de pagar as despesas associadas aos veículos automóveis.

 

Deste cenário saíram algumas ideias de negócio. Nos últimos anos, os serviços e as empresas dedicadas ao "carsharing" – partilha de veículos – têm aumentado em número. Sobretudo nas grandes cidades, onde o volume acrescido de tráfego automóvel é um problema, o "carsharing" está a assumir-se como uma alternativa ao veículo pessoal.

 

A ideia é simples: disponibilizar uma rede de veículos dentro de um determinado perímetro e que podem ser temporariamente alugados pelos utilizadores. O utilizador só paga pelo tempo que usa e só precisa de ser responsável pelo veículo enquanto ele estiver na sua posse.

 

Enquanto ao comprar um veículo a pessoa ou a empresa tem ainda de ter em conta os encargos com o combustível, o seguro, os impostos e o estacionamento, nos serviços de "carsharing" este valor já está diluído no custo por minuto de utilização – ainda que seja aconselhável consultar as condições de utilização pois estas variam de serviço para serviço e de cidade para cidade.

 

Além da possível redução com os encargos relacionados com os veículos, os serviços de "carsharing" são benéficos acima de tudo pela flexibilidade que permitem. Há casos em que uma empresa, por exemplo, não tem necessidade de um carro numa base diária, mas apenas uma ou duas vezes por mês e durante um período limitado. Muito provavelmente neste cenário um serviço de "carsharing" será mais vantajoso pois também apresenta níveis burocráticos muito reduzidos.

 

Estes serviços assentam na maior parte dos casos em aplicações para smartphones e pouco mais exigem do que a tradicional criação do perfil de utilizador. A partir daí, o smartphone é a chave para gerir o aluguer e em alguns casos é também a chave de acesso para o veículo.

 

Além da partilha do automóvel em conceito, existe uma outra tendência emergente que é a partilha do mesmo destino de viagem – o chamado "ridesharing". Neste caso, as poupanças que os sistemas de "carsharing" permitem são ainda maiores: ajudam a reduzir o número de veículos na estrada, libertam lugares de estacionamento e do ponto de vista do utilizador permitem diluir ainda mais os custos com os restantes passageiros.

 

Um exemplo fácil de imaginar: cinco colegas de trabalho que fazem o mesmo percurso. Nenhum deles é dono do carro, mas o custo associado à viagem é muito mais reduzido do que se cada um estivesse no seu veículo a caminho do trabalho.

 

Mesmo que o "carsharing" não seja a solução para substituir o carro primário de uma casa ou de uma empresa, pode, no entanto, ser a solução ideal para quando um segundo veículo é necessário.

 

Mais do que solucionar os problemas de mobilidade que existem nas cidades, os serviços de "carsharing" são hoje já encarados como uma opção válida a ter em conta dentro da rede de transportes. A utilização espontânea destes veículos vive em sintonia com os transportes públicos, com os serviços em viaturas descaracterizadas e também com outras formas de mobilidade, caso das plataformas de aluguer de bicicletas.


Repartir para gerar eficiência

A sustentabilidade ambiental associa-se à mobilidade partilhada e à eficiência das frotas de veículos, que invadem diariamente as cidades de todo o mundo, permitindo reduzir as emissões de CO2.
O facto é que a prática da partilha pode diminuir até 28% os veículos em circulação nas ruas. As marcas já começam a perceber o potencial que está subjacente ao modelo de partilha e começam a avançar com testes. A Mercedes-Benz está a fazer isso mesmo com https://letscroove.com/, na Alemanha.
Portugal já possui bons exemplos de plataformas para partilha de veículos, e as localizações e disponibilidades estão à distância de apps móveis simples.Damos cinco exemplos.

1.    Há um carro estacionado em cada esquina – https://www.citydrive.pt/
2.    Tenha um carro à porta de casa – https://www.bookingdrive.com/
3.    Tem um carro para alugar – https://www.shareacar.pt/
4.    Alugue uma scooter – https://www.cooltra.com/pt
5.    Quer alguém para gerir a partilha – http://mobiag.com/pt




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