Cloud Computing 2017 Uma PME hoje optará, com grande probabilidade, pela “cloud”

Uma PME hoje optará, com grande probabilidade, pela “cloud”

Nuvem é uma infra-estrutura tecnológica apetecível, mas a migração das organizações para esta solução não é um processo fácil nem isento de risco.
Uma PME hoje optará, com grande probabilidade, pela “cloud”

A utilização das soluções "cloud" oferece vantagens às organizações, independentemente de se tratar de PME ou grandes empresas, e por isso está a aumentar a adopção desta tecnologia. Como as PME têm "menos oportunidades" de economias de escala e consequente flexibilidade, são as "mais beneficiadas com este movimento", refere Júlio Gonçalves, "vice president consulting" – CGI Global Technology Operations Southern Europe & IT Modernization Competency Centre. Uma PME que comece a operar hoje optará, "com grande probabilidade", pela "cloud". Mas também há grandes organizações que, após terem implementado a "cloud" internamente e perceberem o esforço e a energia que isso implicava, se focam nos seus "core business" e deixam a organização e a optimização dos seus serviços de TI "para terceiros".

Júlio Gonçalves explica que os serviços por onde se inicia uma transição para a "cloud" são os transversais às organizações, mas que são vistos como não "core" e de suporte ao negócio – e-mail, Office ou sistemas de áudio e videoconferência – até porque são aqueles em que as tecnologias estão mais maduras e as opções por SaaS são aceites com naturalidade. "A transição de aplicações ‘legacy’ com requisitos de ‘high availability’ é um processo complexo e arriscado e deve ser iniciado com cuidado e com um pequeno passo de cada vez. Planear uma migração para a ‘cloud’ quando nem sequer se tem o sistema ‘legacy’ inventariado e documentado é um erro grosseiro", avisa.

 

Processo de mudança

 

Preparar uma organização para trabalhar com a "cloud" "não é um processo fácil, ou isento de risco". Identificar "todas as dependências tecnológicas e interfaces entre módulos, seguida de uma análise de portefólio, é a única maneira de delinear uma estratégia com alguma sustentabilidade". Esta avaliação, diz Júlio Gonçalves, deve dar "prioridade à estabilidade do negócio, evitando situações de disrupção". Mas também deve ter sempre presente uma "exit strategy". Se o objectivo é aumentar a flexibilidade e o número de opções disponíveis, não faz sentido acabar "preso" a uma tecnologia ou a um fornecedor único.

Mesmo sem estratégia definida, a utilização de algumas regras de bom senso, como sejam "a uniformização dos interfaces de acesso às aplicações ou a flexibilização de tecnologias com políticas de BYOD", induz uma mudança de atitude que "reduz o impacto de muitos dos obstáculos de futuras migrações". A transição para a "cloud" afectará o funcionamento da organização pelo que é importante detalhar os benefícios desta migração e dar formação. É ainda importante utilizar o inventário da infra-estrutura actual para identificar o que deve ser substituído e o que precisa de ser eliminado, pois, após a transição, a organização deve estar preparada para os problemas que possam surgir.

Sobre o que pode acrescentar uma nova infra-estrutura tecnológica a uma organização, Júlio Gonçalves ressalva que a "cloud" não introduz logo inovação nos processos. Todavia, se complementada com "práticas de gestão que estão atentas às necessidades dos clientes, que suportam as sugestões de inovação com o nível de recursos necessários, então pode tornar-se um acelerador significativo dos processos de inovação ao flexibilizar a criação de bancadas de ensaio e reduzir o ‘time-to-market’ dos produtos e serviços".




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