Ensino Superior 2017 O desafio de formar para profissões ainda inexistentes

O desafio de formar para profissões ainda inexistentes

O World Economic Forum estima que 65% das crianças que estão a entrar no 1º ciclo trabalharão em profissões que ainda não existem.
O desafio de formar para profissões ainda inexistentes
Paula Morais, vice-Reitora da Universidade Portucalense

Uma comunicação recente da Comissão Europeia sobre uma nova agenda da União Europeia em prol do ensino superior elenca alguns desafios que as instituições de ensino superior enfrentam, um dos quais refere a inadequação entre as competências de que a Europa necessita e as que tem. Este desafio leva à definição de uma prioridade de acção cujo objectivo é combater futuras inadequações de competências e promover a excelência no desenvolvimento de competências.

Esta necessidade de ajuste das competências torna-se ainda mais desafiante se considerarmos a alteração que o mercado de trabalho tem sofrido com a inovação tecnológica, sendo que alguns dos trabalhos, actualmente, mais solicitados, não existiam há 10 anos. Sobre este assunto um relatório de 2016 do World Economic Forum estima que 65% das crianças que estão a entrar no 1º ciclo trabalharão, provavelmente, em profissões que ainda não existem.
As instituições têm pois que dotar os estudantes de competências para profissões que ainda não existem, não esquecendo que também têm que se adaptar à forma como os "millennials" aprendem.

 Atenta a estes desafios a Portucalense tem vindo a valorizar as competências dos seus estudantes de várias formas: proporcionando a aprendizagem em contexto real, através da realização de estágios curriculares, fomentando a mobilidade internacional, atribuindo uma bolsa de mobilidade suplementar a todos os alunos Erasmus, introduzindo unidades curriculares e métodos de ensino e avaliação que desenvolvam as competências ditas soft, consultando, frequentemente, os empregadores e chamando-os a participar em actividades junto dos estudantes, oferecendo variadas actividades de enriquecimento curricular e de responsabilidade social.
Assim, os nossos estudantes aproveitem tudo que lhes oferecemos! Serão mais felizes, contribuindo para um futuro melhor, numa sociedade dinâmica e responsável.




pub