Formação de Executivos 2018 Um quinto dos alunos de MBA do ISEG são estrangeiros

Um quinto dos alunos de MBA do ISEG são estrangeiros

Com 34 anos de história, o MBA do ISEG deu um passo definitivo para a internacionalização. É uma das peças de um portefólio de ofertas formativas para executivos que aposta na diversidade de opções e na ligação à indústria para garantir permanente actualidade.
Um quinto dos alunos de MBA do ISEG são estrangeiros

O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) começou a leccionar no ano passado o seu MBA em inglês e o impacto da mudança foi imediato. Vinte por cento dos alunos da última edição são estrangeiros, com origens tão diversas como a China ou a Colômbia, num mix que para José Veríssimo, professor associado e responsável de Marketing e Relações Externas do ISEG, enriqueceu o curso, trazendo novas vivências e experiências para o grupo. A expectativa para a edição que arrancará no próximo mês de Setembro é de que a representatividade destes estudantes se repita, em proporções idênticas ou superiores.

O MBA do ISEG é um dos mais antigos do país. Segue em 2018 para a 35.ª edição e é o único programa do género na Universidade de Lisboa, que integra 18 escolas. Leva no próprio currículo mais de mil pessoas formadas e tem algumas particularidades singulares, que também estarão a contribuir para o aumento da procura registada nos últimos anos.

A semana internacional do programa é passada em Silicon Valley, São Francisco, uma opção que "posiciona o curso de uma forma muito própria", relativamente a outros MBA mais direccionados para a gestão, defende José Veríssimo. Aqui procura-se colocar uma tónica forte no empreendedorismo. "Embora o nosso MBA não queira formar só empreendedores, quer ajudar a desenvolver essa veia. Não precisa de ser na criação de novas empresas, mas também na criação de novos projectos dentro da empresa. O chamado intra-empreendedorismo."      

Com a aposta no inglês, como língua oficial do programa de MBA, o ISEG assume o aluno estrangeiro como uma prioridade, que está a ser trabalhada noutras dimensões.

A acreditação internacional do MBA pela AMBA, a par de outras distinções internacionais já garantidas pela instituição, facilita a estratégia de comunicação com este público, reconhece José Veríssimo. É quem não conhece nada sobre o país que mais recorre a este tipo de referências para tomar decisões, defende, e é também a pensar nisso que a instituição tem em marcha o processo de acreditação de todos os cursos de gestão pela AACSB (The Association to Advance Collegiate Schools of Business). Espera-se que o processo esteja concluído até final do ano e que seja mais um passo relevante para dar visibilidade à oferta formativa do ISEG dentro, e sobretudo, fora de portas. 

No portefólio de cursos direccionados a executivos, a aposta passa por manter um leque de opções que cubra a generalidade das áreas, no âmbito das pós-graduações, e por responder a necessidades mais específicas do mercado, com cursos de duração mais curta.
A renovação e a actualização das ofertas são geridas pelas estruturas de coordenação científica de cada curso, em consonância com os parceiros que a escola liga a cada formação.

Na escolha destes parceiros privilegiam-se, por isso, especialistas em cada uma das áreas que, além da marca, envolvam pessoas no desenho e revisão permanente dos programas, explica José Veríssimo.

"A ligação a parceiros abre o produto para aquilo que são as necessidades actuais", sublinha. Este é um exercício que é feito todos os anos e que vai também criando espaço para novas apostas. Em estreia está este ano, por exemplo, uma pós-graduação de Competitive Intelligence.

Nas formações com duração mais curta preparam-se várias novidades como esta: Futures, Strategic Design e Innovation. São 29 horas pensadas para perfis mais seniores, em que o desafio passa por desenvolver novas capacidades de antecipar tendências, explorar cenários e aprender a aplicá-los em estratégias e processos de inovação. Convidados nacionais e internacionais com perfis diversos vêm a Lisboa partilhar visões de futuro, nas "talks" e apresentações que integram a formação. O chefe português José Avillez é um dos convidados.

Ofertas para todos os gostos (e necessidades)

A formação para executivos do ISEG/IDEFE divide-se em três grandes grupos: MBA; cursos de duração mais longa (pós-graduações, com mais de 160 horas) e cursos com uma duração mais curta (entre 30 a 90 horas). Nas pós-graduações estão disponíveis cerca de três dezenas de cursos, que cobrem a generalidade das áreas técnicas.
Neste universo, as "pós-graduações estrela" são aquelas que apresentam um carácter mais funcional e que historicamente – algumas existem há duas ou três décadas – mantiveram sempre um nível de procura elevado e é previsível que assim continue. Referem-se a áreas como análise financeira, contabilidade e fiscalidade, marketing, controlo de gestão e finanças empresariais ou gestão de projectos.
Também têm um peso relevante na oferta as pós-graduações mais especializadas, direccionadas para sectores específicos da economia, de que é exemplo a pós-graduação em Agribusiness, que tem como parceiro o Instituto Superior de Agronomia. "São cursos desenhados à medida de um sector [agro-alimentar, neste caso] que resolvem questões técnicas, mas também ensinam a vender" aquilo que se cria ou produz, explica José Veríssimo. Têm normalmente turmas pequenas e uma procura moderada, em termos de volume, mas um papel de relevo nos sectores a que se destinam.
Os cursos de duração mais curta procuram satisfazer necessidades identificadas junto dos executivos e estão normalmente focados em temas mais específicos, que não são necessariamente técnicos. Esta é uma das áreas em que a escola tem dado espaço a temas relacionados com o empreendedorismo, digital & IT, finanças e imobiliário, ou "soft skills".
Os programas associados a esta última área estão entre os mais populares do portefólio e estão também entre os que têm acolhido mais novidades. Dois exemplos: os programas Mindful Leadership Development e Dragon Dreaming.




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