Gestão e Recuperação de Créditos 2018 Número de empresas está a aumentar na área

Número de empresas está a aumentar na área

Novas organizações surgem a pensar que é uma área de negócio tranquila. Sem um esforço enorme encerram actividade.
Número de empresas está a aumentar na área

Os processos de recuperação extrajudicial, fruto da crise económica, "desceram muito", conta Raquel Alcoforado. Actualmente, sente-se um aumento, mas muito reduzido, pois apesar de os bancos e as financeiras estarem a conceder mais crédito, a sua análise é "mais criteriosa, deixando menos créditos para gerir".

 

Questionada sobre se hoje existem mais ou menos empresas de recuperação e gestão de crédito no país, responde que apesar de o número de associados da APERC "subir muito pouco ao longo dos anos", a responsável da Multigestión acredita que "existam mais empresas nesta área de negócio". "É importante salientar que a APERC é a associação que representa os seus associados, que todos estamos obrigados a um código de conduta. As empresas vão surgindo a pensar que é uma área de negócio ‘fácil’. Acreditam que se está perante ‘a galinha dos ovos de ouro’, mas se não se dedicarem de corpo e alma a esta actividade e colocarem os interesses dos clientes em primeiro lugar, rapidamente percebem que nada é fácil e acabam por fechar as portas ou mudar de actividade", garante.

 

Sobre os benefícios que trazem as empresas de gestão e recuperação de crédito ao sistema judicial português, sintetiza numa frase: "Ajudamos o sistema a ser mais ágil, retirando do sistema judicial milhares de processos que são resolvidos numa fase pré-judicial."

 

Raquel Alcoforado explica que são vários os factores que levam famílias e particulares a deixarem de pagar os seus créditos e "não se pode generalizar e muito menos condenar". "Em plena crise, bastava uma baixa por doença – que resultava num orçamento reduzido para os agregados familiares – para algum dos créditos não ser pago", relembra e prossegue: "O divórcio, o desemprego, o aumento do custo de vida, que não foi acompanhado pela subida dos salários, são outros factores que, geralmente, levam ao incumprimento das famílias. Mas existe uma importante questão a realçar: a vontade de resolver das famílias."

 

Quanto aos créditos que os portugueses deixam de pagar, são os dos "cartões de crédito" que estarão entre os primeiros, seguidos pelos "créditos efectuados para compras para o lar".




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