Importações e Exportações 2017 Perfil exportador está a mudar a logística

Perfil exportador está a mudar a logística

As empresas do sector da logística já se posicionaram na linha das exportações, mas precisam superar alguns desafios se querem ser parceiros competitivos.
Perfil exportador está a mudar a logística
Alcibíades Paulo Guedes, presidente da direcção da APLOG

"Ao exportarmos mais, crescem os fluxos com origem em Portugal, o que é obviamente uma oportunidade para o sector da logística crescer e para a importância da logística nas organizações crescer." É desta forma que Alcibíades Paulo Guedes, presidente da direcção da APLOG – Associação Portuguesa de Logística, descreve o alinhamento que deve ser mantido entre a exportação e a cadeia de logística.

 

A maior internacionalização da economia, o aumento da exportação de produtos transaccionáveis, a necessidade para continuar a procurar ganhos de eficiência e de qualidade de serviço aos clientes, a crescente exigência em termos de competitividade, são factores que, segundo este responsável, "reforçam o papel da logística na competitividade das empresas e do país", sendo as exportações uma oportunidade de desenvolvimento do sector da logística nacional.

 

Alcibíades Paulo Guedes explica que, para serem parceiros competitivos do tecido exportador, as empresas do sector da logística precisam de responder a vários desafios que são colocados naturalmente pelo mercado, nomeadamente motivados pela internacionalização, pela escala dos mercados e pelo crescimento para novas geografias de exportação, seja pela via das parcerias, seja pela via do crescimento interno, seja pela via das fusões e das aquisições.

 

O perfil exportador das nossas empresas está a modificar a logística em Portugal, porque coloca certamente níveis de exigência crescentes em termos da densidade de conhecimento logístico nas organizações, bem como sobre os processos de internacionalização e crescimento dos próprios prestadores de serviços logísticos.

 

"O facto de demasiadas empresas exportarem Ex Works ou FOB, tirando pouco partido do nível de serviço na entrega ao ‘cliente final’ para competir com os seus concorrentes, reduz este potencial de desenvolvimento", sustenta o responsável.

Mas o que devem mudar os operadores? No entender do presidente da direcção da APLOG, os operadores de logística têm de crescer, pois o factor escala é sempre importante no negócio da logística.

 

Com umas dezenas de empresas de logística preparadas para sustentar os fluxos exportadores em Portugal, Alcibíades Paulo Guedes defende ainda que o sector dos transportes é uma parte integrante da operação logística e não deve estar dissociado desta. Há que transformar os desafios em oportunidades e avançar para que a logística dê um passo em frente de modo a sustentar a competitividade do país e dos vários operadores que olham de frente para os negócios além-fronteiras à procura de retorno.

 

A tendência é para que o crescimento das exportações guie a logística e os transportes para novos caminhos concorrenciais. "Acreditamos que o peso das exportações de bens transaccionáveis continuará a crescer, pois é a única forma de mantermos uma economia saudável e competitiva", concorda o presidente da direcção da APLOG.





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