Mestrados e Pós-graduações 2018 A importância da internacionalização

A importância da internacionalização

Universidades unem-se e o mundo fica mais pequeno. Mas conhecimento fica muito maior.
A importância da internacionalização

Parcerias com outras universidades, exposição de alunos a outros contextos e a professores estrangeiros, ter escolas portuguesas em posições de destaque nos "rankings" que são atribuídos internacionalmente, semanas internacionais, estágios internacionais… Estas são algumas das formas com que as escolas portuguesas promovem a internacionalização. Devido a esta política, a esta visão, no final de contas todos ficam a ganhar os alunos, empresas e, naturalmente, os países.

 

José Varejão, director da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), afirma que no que toca ao ensino, existem "cerca de 100 acordos de mobilidade" com universidades parceiras em mais de 30 países em todo o mundo. "Dois cursos de mestrado (Finanças e Gestão) e um programa de doutoramento (Economia) beneficiam de acordos de dupla titulação com universidades estrangeiras. A faculdade integra a rede mestrados QTEM – Quantitative Techniques for Economics and Management – e a rede PRME – Principles for Responsible Management Education. A investigação é uma actividade em que não existem fronteiras", realça.

 

O director do FEP considera que a internacionalização é um factor de diferenciação, desde que a colaboração envolva escolas e universidades de excelência. Por isso, assegura que a FEP vai continuar a desenvolver a "reputação" que o mercado lhe atribui e a colocar os seus diplomados "nas mais importantes instituições públicas e privadas" nas quais os seus alumni se têm destacado como "líderes de sucesso, seja nacional, seja internacionalmente".

 

Conhecer a realidade internacional

 

José Manuel Veríssimo, associate professor of Marketing & Strategy, Marketing & External Relations advisor to the dean’s office no ISEG, diz que a forma como a sua escola promove a internacionalização é, sobretudo, através da exposição dos alunos a ambientes internacionais. "Existem muitos alunos estrangeiros a frequentar pós-graduações. Procuramos levar os alunos para fora do país para terem experiências em outros contextos, seja em visitas de estudo ou algo similar. Por outro lado, também convidamos com frequência professores estrangeiros para terem uma presença nos programas de formação. Assim expõe-se os alunos à realidade internacional", aponta.

 

Segurança, clima, beleza e História

 

Por sua vez, Luís Cardoso, director da Católica-Lisbon Executive Education, começa por recordar os méritos do nosso país, fazendo posteriormente a ponte para os programas e o inegável sucesso dos mesmos. "Portugal é, como sabemos, um país que reúne condições de excepção para a realização de eventos internacionais, designadamente em termos de segurança, clima, beleza natural, património histórico. Se somarmos a este atractivo contexto a existência de escolas portuguesas em posições de destaque nos ‘rankings’ internacionais, o resultado natural é uma assinalável procura dos nossos programas", diz Luís Cardoso.

 

O director da Católica-Lisbon Executive Education não se detém e faz um retrato do que está à sua volta. "É o que sucede por exemplo com os mestrados, nos quais neste momento 50% dos nossos alunos são estrangeiros. É o que sucede também na formação de executivos, em que temos um conjunto de parcerias com várias escolas internacionais de referência, programas com empresas internacionais, programas com grupos portugueses internacionalizados, envolvendo quadros portugueses e estrangeiros – que decorrem em Portugal ou fora de Portugal. E programas de inscrição aberta destinados a executivos internacionais."

 

Universidades parceiras ligadas num universo comum

 

Já Ana Côrte-Real, "associate dean" para a formação executiva, e Francisca Oliveira, "associate dean" para os mestrados da Católica Porto Business School, esclarecem que o projecto internacional no âmbito da formação executiva da escola que representam continua a ser assente na "Católica Business Schools Alliance, que liga as universidades parceiras num projecto comum de formação de executivos". "Pretendemos continuar a abraçar este desafio, que se materializa na construção de uma rede de escolas de negócios global e que não se esgota na actividade de ensino, mas que torna as universidades plataformas de cruzamento de culturas e conhecimento, ao serviço das empresas e da comunidade. Por esta via, reforçamos e capitalizamos a rede de diplomacia económica que nos propomos construir."

 

Esta organização "metanacional" é um espaço central de debate crítico para forjar soluções que melhorem o conhecimento e as relações entre as nações, permitindo às empresas "explorar as oportunidades existentes num bloco geoestratégico de elevado potencial, como é o espaço da lusofonia". Os programas desenvolvidos dentro da Católica Business Schools Alliance são globais e realizados em parceria, seguindo a visão de que "o maior desafio estratégico para as empresas do futuro consiste na sua capacidade de liderança na internacionalização". Por acreditar nisto, a escola coopera com a UCAN – Angola, PUC do Rio, Universidade Católica de Pernambuco, Universidade São José em Macau e Universidade Católica em Moçambique.

 

"No âmbito desta aliança temos pós-graduações (PG) e cursos executivos nestes países, e realizamos semanas internacionais para os nossos alunos e para os alunos das universidades parceiras, que são acolhidos em programas na Católica Porto Business School. Nos mestrados, além dos estágios internacionais, temos várias iniciativas que promovem a internacionalização dos nossos programas e que pretendem expor os nossos alunos a um contexto internacional", explicam as docentes.

 

A escola tem programas de "double degree" com a Lancaster University Business School e a Aston Business School, permitindo aos alunos obterem dois diplomas de mestrado em dois anos. Existem ainda quatro mestrados em inglês e protocolos ERASMUS com algumas das melhores escolas internacionais, o que permite aos alunos terem um semestre de mobilidade numa escola parceira e aos alunos estrangeiros fazerem um semestre de mobilidade na Católica Porto Business School.




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