Mestrados e Pós-graduações Internacionalização não pára de crescer

Internacionalização não pára de crescer

Alunos estrangeiros aprovam o ensino e enchem as salas de aula das universidades portuguesas
Internacionalização não pára de crescer
A internacionalização dos mestrados é um caminho que as universidades portuguesas estão a percorrer. Cada vez mais alunos estrangeiros procuram os estabelecimentos de ensino superior portugueses como se constata no ISEG. O programa de Gestão de Recursos Humanos do ISEG, que recentemente foi distinguido pela Eduniversal aquando da divulgação do "ranking" dos melhores mestrados da Europa Ocidental, é um bom exemplo de internacionalização. Curiosamente, as aulas ainda não são dadas em inglês, como já acontece com outros cinco mestrados daquela instituição. "A internacionalização não tem de ser feita em inglês", esclarece José Veríssimo, professor do ISEG. "O mestrado é internacional porque já tem alunos internacionais que falam português e vieram do estrangeiro", afirma, referindo-se a brasileiros, angolanos, moçambicanos e não só. Não obstante, o professor acredita que "daqui a uns anos este mestrado também vai passar a ser dado em inglês".

José Veríssimo informa que o ISEG tem 5.000 alunos. "12% são estrangeiros. Ou seja, cerca de 600 alunos são de outras nacionalidades." A título de curiosidade, fique a saber que uma das maiores comunidades estrangeiras no ISEG é alemã, o que muitas vezes "surpreende as pessoas", conta. "Portanto, os alemães não vêm cá só por causa do clima; vêm também porque reconhecem que a formação tem qualidade, além de existir o passa-palavra, até porque há muitos protocolos com universidades estrangeiras" realça, apontando esta como uma das causas do sucesso do intercâmbio com alunos estrangeiros. O professor regista ainda que o ISEG tem quase 150 protocolos com escolas estrangeiras o que leva à procura de muitos alunos. "Essa ligação reforça-se todos os anos, porque os visitamos, falamos com eles e os próprios alunos acabam por ser os nossos embaixadores. Vinham com ideia de ficar seis meses e ficam um ano. É difícil descermos as escadas e fazer 100 metros sem ouvir duas ou três línguas diferentes", brinca.




Crescimento acentuado


A internacionalização é também um dos "pilares estratégicos" da Católica Porto Business School e como tal, ao longo dos tempos, têm-se promovido condições para atrair estudantes internacionais para os programas. "No que respeita aos nossos mestrados, os números globais que incluem os sete programas mostram que a nossa capacidade de atracção de estudantes internacionais tem crescido. No ano lectivo de 2015/2016, verificámos um crescimento de 38% no número de candidatos internacionais face ao ano anterior", destaca Camilo Valverde, professor da Católica Porto Business School.






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