Mestrados e Pós-graduações Mestrados acompanham evolução dos recursos humanos

Mestrados acompanham evolução dos recursos humanos

Mudanças no mundo mudaram os RH. Há várias tendências e desafios e o principal parece ser a gestão de talento.
Mestrados acompanham evolução dos recursos humanos

Nos últimos anos tem-se assistido a uma evolução da gestão de recursos humanos nas empresas. Os mestrados em gestão estão, naturalmente, obrigados a acompanhar essas tendências. Camilo Valverde, director do mestrado em Gestão de Recursos Humanos da Católica Porto Business School, explica que as alterações que se registam no domínio da gestão de recursos humanos resultam, em larga medida, "das mudanças que marcam a sociedade actual", com destaque para as implicações com origem na "globalização, nas alterações demográficas, na conjuntura económica e do emprego" (n.d.r. mais informação no quadro em baixo).


Sobre os principais desafios que se colocam à gestão de recursos humanos, Camilo Valverde diz que estão relacionados com a importância do seu papel na gestão das tendências já referidas, em "estreita articulação multidisciplinar e multinível com os gestores de outros domínios funcionais, na consecução de valor acrescentado para a concretização das opções estratégicas das organizações".


Por sua vez, José Veríssimo, professor nas áreas de Gestão Estratégica e Marketing no ISEG, refere que o grande desafio para a gestão dos recursos humanos é "a gestão de talento". O professor não tem dúvidas da importância do recrutamento nos recursos humanos, mas, sublinha, o processo continua na "capacitação, na formação, na motivação dos colaboradores, que são cada vez mais exigentes e querem cada vez mais coisas novas". Depois, então, surge a sua retenção.

A gestão de talento – ou gestão de carreira –, a gestão das pessoas e do seu perfil, das suas ambições e dos seus desafios é para José Veríssimo, claramente, o grande desafio na gestão dos recursos humanos. "Tem de se ter connosco pessoas competentes e motivadas o maior tempo possível. Principalmente aquelas que nós consideramos os grandes activos. Esse é, para mim, o grande desafio", reforça.

 

Realidade nacional

 

Indagado se houve uma evolução dos recursos humanos nas empresas em Portugal nesse sentido, José Veríssimo responde que esta área tem, actualmente, acesso a muita informação. Hoje, as melhores práticas de recursos humanos são conhecidas, não existe nenhum segredo na profissão, conta o docente do ISEG.

"O que existe em algumas boas empresas, que não têm de ser grandes, podem ser pequenas, é uma certa atitude, uma certa cultura, que, de facto, acredita que os bons talentos são pessoas que devem ser promovidas, defendidas e formadas para serem consideradas os tais embaixadores das empresas".


Há empresas que acreditam no que acima foi descrito e têm práticas internas que são conhecidas e que as desenvolvem. Ou seja: esta preocupação com os recursos humanos "não é nova", já existe há muito tempo, a diferença é que as empresas estão mais atentas a isto e têm algo que há 15 anos não existia: as tecnologias de apoio.

 

"Home office"

 

"Actualmente, há empresas que permitem que se faça uma parte do horário de trabalho fora da empresa, trabalha-se em casa. É o chamado "home office" ou o "work from home", e há empresas que começam a defender isso e a maior parte das vezes nem tem a ver com poupança de custos – menos lugares de estacionamento ou menos metros quadrados nos escritórios.


Esta funcionalidade só é exequível porque hoje existe software que nos permite fazer coisas de uma maneira diferente, "mais liberta e menos agarrada" ao posto de trabalho da que tínhamos antes. Esta é uma realidade que os recursos humanos estão a viver. "Eu diria que as boas práticas dos recursos humanos podem ser aplicadas em qualquer empresa", opina.




Gestão de pessoas

Algumas das principais tendências no domínio do desenvolvimento e gestão de pessoas, segundo Camilo Valverde, director do Mestrado em Gestão de Recursos Humanos da Católica Porto Business School:

• A internacionalização e globalização;
• A elevação estratégica da função RH enquanto parceiro estratégico do negócio;
• A gestão intercultural e intergeracional;
• O envelhecimento da população activa e o prolongamento progressivo da idade de reforma;
• A emergência de novas formas de organização do trabalho decorrentes da digitalização da economia;
• A intensificação dos riscos psicossociais com a terciarização da economia.




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