Oracle Digital Day Empresas devem abraçar nova era digital

Empresas devem abraçar nova era digital

A informação é a base dos novos modelos de negócio e de uma nova geração de ideias. Geri-la de forma assertiva e num ambiente totalmente digital pode ser o segredo para histórias de sucesso e a Oracle assume-se como o parceiro de excelência ao longo desta jornada.
Empresas devem abraçar nova era digital

Entender o valor da informação e tirar dela partido em prol do sucesso do negócio é o primeiro passo rumo a uma estratégia empresarial bem-sucedida.

Em entrevista ao Negócios em Rede, Andrew Sutherland, senior vice president Business Development – Systems and Technology Oracle EMEA & APAC, explica de que forma a Oracle está a trabalhar em parceria com os seus clientes para tornar real o conceito de digitalização empresarial. A entrada na "cloud" é necessária para garantir maior eficiência e redução de custos. O responsável da Oracle lembra que independentemente da dimensão das empresas e da região do mundo em que se encontram, a vontade de mudar é evidente.

 

"Oracle is making digital real" é uma assinatura forte. O que querem dizer, exactamente?

Andrew Sutherland - Quando há uma nova vaga de ideias, existe sempre quem tenha uma dada visão, mas depois o sucesso dessa visão depende da capacidade de a conseguir implementar. Na Oracle, acreditamos que estamos a passar por uma fase dessas, que compreende uma enorme mudança nos modelos de negócio, quer gostemos ou não disso. A Uber, por exemplo, é um destes casos: há quem a adore e quem a odeie, mas o facto é que se trata de um novo modelo de negócio muito suportado na informação. E, o segredo está exactamente aí: na forma como entendem a informação e os dados e como os conseguem gerir, certificando-se de que estão sempre acessíveis, disponíveis e seguros. Isto é o que significa fazer do digital uma realidade.

 

Onde entra a Oracle nesta equação?

Isto é algo em que a Oracle é realmente boa; o nosso "background" é exactamente esse, ou seja, entender o valor da informação e dos dados empresariais e ajudar também os clientes a percepcionarem esse valor; é ajudar a gerir e a tornar essa informação disponível da forma segura. Portanto, estamos exactamente no sítio certo, na altura certa para conseguir tornar estas ideias digitais numa realidade bastante robusta.

 

Acredita que as pequenas empresas já estão sensibilizadas para a importância da gestão de informação?

Estão a ficar cada mais atentas a este tipo de temáticas, porque as pequenas empresas, num futuro não muito distante, vão acabar por ter de gerir a mesma quantidade de dados que as grandes empresas.

Ao perceberem esta realidade, as empresas vão entender que a entrada na "cloud" lhes trará enormes benefícios e a Oracle disponibiliza esse tipo de oferta.  

 

Mas existia a ideia de que a vossa tecnologia era para grandes empresas.

É uma ideia que está a mudar. A Oracle é uma tecnologia muito sofisticada com funcionalidades de elevada qualidade e que permite assegurar um sem-número de tarefas. Em resultado disso, tem sido habitualmente adquirida por grandes empresas com grandes departamentos de TI. Ora, ao passar a disponibilizar esta mesma tecnologia como um serviço, a Oracle fica com o ónus da gestão e manutenção, o que acaba por abrir a porta à entrada de empresas muito mais pequenas que passam a ter acesso à nossa melhor tecnologia e, mais rapidamente se tornam negócios digitais.

 

"Se procuram ter um negócio que cresça, crie valor e traga mais-valias […], o digital é uma absoluta necessidade e, nesse caso, a ‘cloud’ é indispensável."

 

Notam essa mudança?

Sim. Temos uma grande base instalada e leal em termos de grandes empresas, mas vemos que a nossa abrangência está já a atingir também as médias empresas e este tipo de mercado, mais do que acontecia no passado por causa do conceito de "cloud" e por tudo o que conseguimos oferecer como um serviço.

 

Em termos práticos, trata-se de que tipo de oferta?

O que a Oracle oferece é a "cloud" completa sendo que cada cliente pode fazer o "mix" conforme lhe der mais jeito. Com isto quero dizer que muitos clientes o que procuram é alugar poder computacional ou capacidade de armazenamento; portanto, o que eles fazem é alugar um acesso a um computador, ou seja, optam pela oferta de infra-estrutura como um serviço. Mas temos também disponível o conceito de plataforma como um serviço que permite aos nossos clientes não terem de se preocupar com aquisição, implementação e gestão de software, por exemplo.

Finalmente, se o cliente quiser subir para um terceiro nível, e passar a ter as suas aplicações também como um serviço – como é o caso do "cal center" –, então pode optar pela nossa oferta de software como um serviço. Mais uma vez, a grande diferença é que, como oferecemos os três em conjunto, é mais fácil e mais seguro fazer o "upgrade" ou o "downgrade".

 

Segurança e preço podem ser ainda impedimentos na caminhada das empresas para o digital?

Acredito que o investimento não é impedimento até porque, no caso da "cloud", estamos a falar de menos CAPEX e mais OPEX. De resto, na Oracle temos uma equipa que apenas analisa o TCO deste tipo de projectos face ao que existe, o que ajuda na tomada de decisão; chegamos a ver casos de 10, 20, 30% de OPEX por mudar para a "cloud".

A segurança poderá sim ser ainda um problema, mas também isso começa a mudar na cabeça dos nossos clientes. Agora, acredito que seja também uma questão de transformação da própria organização e de esta se adaptar a novos conceitos e novas exigências que vão mexer com tudo. É preciso ter uma gestão forte e bem esclarecida sobre estas temáticas.

 

As empresas que não mudarem correm o risco de desaparecer?

Sem dúvida nenhuma que sim. Digo-o com toda a certeza. Se procuram ter um negócio que cresça, crie valor e traga mais-valias, então sim o digital é uma absoluta necessidade e, nesse caso, a "cloud" é indispensável.

 

As diferentes regiões do mundo estão em diferentes estágios, nesta área?

Na verdade, eu vejo um alinhamento total na vontade de fazer as coisas, seja no Médio Oriente e África, Ásia-Pacífico ou na Europa. O que realmente é diferente é a capacidade que existe em adoptar este tipo de estratégia e a velocidade a que isso se faz. Algumas vezes essas questões são meramente culturais, outras vezes são organizacionais.



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