PME 2018 Aposta em novos mercados é para manter

Aposta em novos mercados é para manter

Estudo mostra que mais de metade das PME internacionalizadas cresceram em 2017. Este ano antecipa-se novo crescimento da actividade internacional.
Aposta em novos mercados é para manter

O segundo inquérito do Observatório InSight sobre a internacionalização das empresas portuguesas concluiu que 57% dos inquiridos declararam um crescimento no decurso do exercício de 2017, sendo que 26% afirmaram mesmo que esse crescimento foi superior a 10%. O inquérito, apresentado em Fevereiro, foi realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) em colaboração com o E-Monitor junto de cerca de 600 PME portuguesas internacionalizadas.

 

O crescimento registado em 2017 está, para cerca de 57% das empresas, em linha com o perspectivado, enquanto para 11% ficou "acima ou muito acima das suas expectativas". O ano de 2018 perspectiva-se também "positivo", com 63% das empresas a anteciparem um crescimento da actividade internacional e 43% a declarar que "vai aumentar o nível de investimento no processo de internacionalização".

 

Do inquérito InSight resulta ainda que um "expressivo conjunto" de PME internacionalizadas tem uma "interessante capacidade de abrir novos mercados": 45% dos inquiridos entraram em pelo menos um novo mercado em 2017 e 20% iniciaram actividade em duas a cinco novas geografias.

 

Segundo o estudo, os gestores estão mais empenhados em criar condições para que o crescimento seja sustentável a médio prazo, aumentando a qualificação dos recursos humanos afectos à actividade internacional, a dimensão dessas equipas e não só.

 

Estratégia para tornar tudo mais fácil

 

Para a CCIP, esta dinâmica de crescimento internacional é "alavancada por um conjunto de ferramentas e factores que tornam a internacionalização mais fácil, menos onerosa e com riscos passíveis de ser geridos". Entre eles, a aposta em feiras, a digitalização da economia e estratégias de mitigação dos riscos financeiros, como o recebimento antecipado no ato da encomenda para obviar riscos de cobrança.

 

Na totalidade da amostra, 57% afirmaram já ter participado com stands em feiras internacionais especializadas e 40% já integrou missões empresariais, sendo que para 83% dos gestores inquiridos o digital é garante de eficiência e rapidez. Neste contexto, 96% apontam o e-mail como "o canal privilegiado" para conduzir a actividade internacional das empresas, ao qual se juntam novas plataformas digitais como o WhatsApp, usado por mais de 50% dos inquiridos nas actividades empresariais.

 

Os mercados

 

Analisando os mercados onde estão as PME portuguesas, o estudo destaca a Europa como a macrorregião geográfica onde atua o maior número de empresas, cerca de 80%, seguindo-se a África, com 58%, e as Américas, com 44%. Em 2017, Espanha foi o mercado que, para 28% das empresas, mais contribuiu para o crescimento da actividade internacional.

 

A Europa voltou a ser o mercado onde mais empresas entraram nos últimos 12 meses, sendo igualmente aquele onde maior número de empresas pondera entrar este ano. Além de Alemanha, França, Reino Unido e Espanha, as PME inquiridas pretendem focar-se nos EUA, Brasil, Moçambique e China.



63% das empresas antecipam um crescimento da actividade internacional em 2018

43% declara que este ano vai aumentar o investimento na internacionalização

45% das empresas entraram no ano passado em um novo mercado

20% das companhias iniciaram actividade em duas a cinco novas geografias em 2017

(Fonte: Observatório InSight sobre a internacionalização das empresas portuguesas)