Reabilitação Urbana 2018 Foco no consumidor final fez a diferença na Century 21

Foco no consumidor final fez a diferença na Century 21

Rede de “franchising” imobiliário chegou a Portugal em plena recessão económica e imobiliária, mas encontrou a receita do sucesso.
Foco no consumidor final fez a diferença na Century 21

Presente em 78 países, com mais de 7.400 agências e mais de 111.000 consultores imobiliários, a marca Century 21 dispensa apresentações, sendo uma das principais referências mundiais do sector.

A rede de "franchising" imobiliário chegou ao nosso país e iniciou a sua expansão durante uma das suas "maiores recessões económicas e imobiliárias", explica Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, recordando, de seguida, como se ultrapassaram as adversidades: "Foi o nosso foco no consumidor final e nas suas necessidades, através da construção de relações fortes, que nos permitiu ganhar a experiência e o conhecimento para evoluir e criar valor para sermos relevantes no mercado."

O volume de negócios da Century 21 em 2017 superou "os 35 milhões de euros" e a marca quer continuar o seu bom desempenho. Por isso, o plano principal para o futuro da rede imobiliária em Portugal passa por dar continuidade à sua expansão. "Estão identificados vários mercados estratégicos para a marca, no território nacional, onde estamos a seleccionar franchisados para representar a Century 21 e dar resposta à procura existente, através dos nossos serviços de mediação imobiliária", afirma Ricardo Sousa.


Com um forte conhecimento do sector, foi pedido ao responsável da Century 21 um balanço do mercado imobiliário em Portugal. Para Ricardo Sousa, nos últimos anos, tem-se assistido a "uma grande transformação no mercado imobiliário português, que implicou um aumento sustentado do número de transacções e uma evolução positiva do valor dos imóveis". Contudo, ressalva, existem vários mercados e diferentes realidades no território nacional. "Depois da forte procura internacional, muito influenciada pelos incentivos do Golden Visa, Programa de Residentes Não Habituais e pelo crescimento exponencial do turismo – que impactou especialmente o mercado imobiliário em Lisboa e Porto –, a realidade hoje é menos redutora e são as famílias portuguesas o maior pólo de dinamização do mercado, nas zonas e regiões mais periféricas, onde se registam as maiores taxas de crescimento no número de transacções imobiliárias", conta.

O que se procura e onde se vive

As zonas e as cidades limítrofes de Lisboa e Porto são as que registam "um maior crescimento" do sector imobiliário, seja pela recuperação económica ou pela migração de famílias para a periferia, provocada pela subida dos preços no centro das cidades. Também o Algarve, ilhas e outras regiões de costa registam "uma forte procura". Na realidade, constata, "há várias dinâmicas positivas, a nível local e regional, em praticamente todo o território português".

Ricardo Sousa confirma que há mais portugueses a procurar e a comprar casas reabilitadas – "sim, existe actualmente grande vontade e mesmo preferência por viver no centro das cidades, onde as opções de casas reabilitadas são muito valorizadas". Porém, prossegue, em particular em Lisboa e no Porto, "os valores destes imóveis estão bastante desfasados da realidade e do poder de compra da maioria dos jovens e das famílias portuguesas". Indagado se o crescimento do mercado ajuda à reabilitação urbana ou é uma situação que favorece mais a nova construção, responde que, após anos com a construção residencial a registar "mínimos históricos, há uma clara necessidade e procura de nova construção".




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