Recursos Humanos e Coaching 2017 Gestores tornaram-se parceiros de negócios

Gestores tornaram-se parceiros de negócios

Profissionais de recursos humanos obrigados a ganhar novas competências
Gestores tornaram-se parceiros de negócios

O mundo está diferente, tornou-se mais complexo, e as empresas, naturalmente, são um espelho da sociedade. Ou seja: também mudaram. A tecnologia surgiu em força, o trabalho alterou-se e os colaboradores das organizações têm de se adaptar a este novo estado de coisas, sendo aqui que os gestores de Recursos Humanos (RH) podem fazer a diferença, auxiliando o universo que os rodeia como um todo.

 

Mário Ceitil e Maria Isabel Duarte, directores do curso de licenciatura em Gestão de Recursos Humanos da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, explicam que os responsáveis de RH serão hoje cada vez mais uns "arquitectos de paradoxos", para utilizar uma expressão de David Ulrich, conciliando "elevadas competências técnicas como HR experts com competências estratégicas e de gestão, porque serão cada vez mais reconhecidos como ‘business partners’". A par disso, acrescentam os dois professores, "há algumas ‘soft skills’ incontornáveis para os responsáveis de RH: inteligência emocional, resiliência, coordenação com outros, resolução de problemas complexos e flexibilidade cognitiva".

 

Por sua vez, Miguel Pereira Lopes, professor associado e coordenador da Unidade de Gestão de Recursos Humanos do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP)/Universidade de Lisboa, diz que os gestores de RH de hoje devem ser antes de tudo "pensadores sobre as diferentes estratégias de gestão de pessoas" até porque a dimensão administrativa está "quase automatizada". E para tal têm de conhecer e criar com os clientes "opções de acção nos vários domínios da Gestão de Recursos Humanos (GRH), como recrutamento e selecção, desenvolvimento de competências, recompensas e remunerações, etc.". Estratégia tem que ver com opções, que devem estar "testadas e fundamentadas".

 

Segundo Miguel Pereira Lopes, pede-se hoje a um profissional de RH que "ajude os seus clientes internos ou externos a encontrarem novas opções e práticas diferenciadoras de gestão de pessoas". Tal implica que os profissionais de GRH têm de "conhecer a fundo as opções fundamentais nesses domínios da gestão de pessoas, o que uma formação geral em gestão não dá". "Só uma formação específica em GRH pode dar esses conhecimentos e competências. Mas tornando-se parceiros de negócio, então também têm de obter competências gerais de gestão, desde o marketing às finanças, da contabilidade à logística."




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