Remax Negócios da RE/MAXdisparam em 2015

Negócios da RE/MAXdisparam em 2015

No primeiro trimestre, o volume de negócios da RE/MAX cresceu mais de dez por cento face a igual período do ano passado. Alguns brokers, dos mais antigos da rede imobiliária, registam mesmo aumentos muito mais substantivos.
Negócios da RE/MAXdisparam em 2015

Clientes estrangeiros e uma maior abertura do crédito bancário são razões apontadas para os resultados do que já é considerado o melhor trimestre de sempre da rede imobiliária RE/MAX. Números redondos, o volume de negócios cresceu 10,6 por cento face ao período homólogo de 2014.


Dados fornecidos pela rede indicam que, apesar da crise económica sentida nos últimos tempos, o volume de negócios tem vindo a crescer ano após ano. Em 2013, foi de 29,9 por cento, com cerca de 8.600 vendas e 12 mil arrendamentos. Já em 2014, subiu 32,2 por cento, correspondendo a cerca de 11.400 vendas e 11.100 arrendamentos.


Lisboa, Porto, Leiria e Algarve são as zonas com maior crescimento de transacções e de volume de negócios neste início de ano. Casos há de brokers que registam aumentos da ordem dos 50 por cento. Seja nas maiores cidades, em ambiente rural ou em zonas de turismo, e entre proprietários de lojas RE/MAX de diferentes gerações.

 

 

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Parede
Mercado tem mais confiança

 


Carlos Figueiredo

67 anos
Broker RE/MAX


Dono de várias franquias, Carlos Figueiredo revela que a sua loja RE/MAX da Parede, na linha de Cascais, registou um incremento de 35 por cento nos primeiros três meses do ano. "Cresci em todas as lojas, entre 30 a 50 por cento", salienta, considerando estar na continuidade "do melhor ano de sempre", 2014, em que atingiu "grosso modo, uma facturação de dois milhões de euros".


Licenciado em Finanças, aos 67 anos, divide-se entre a Parede e outras lojas que detém no Algarve, casos de Quarteira e de Vilamoura. Antigo promotor imobiliário, há quinze anos aderiu à rede que considera ser um. "A partir de 2009, começámos a crescer, até de forma contranatura. O mercado não estava bem, mas nós conseguimos ganhar quota. Até porque fecharam muitas mediadoras e os potenciais clientes, por uma questão de credibilidade e de imagem, viraram-se para a RE/MAX".


Hoje, o broker - um dos prémios Carreira RE/MAX - mostra-se determinado em aproveitar os potenciais clientes estrangeiros. Além da presença em feiras internacionais, revela estar "a criar uma equipa vocacionada para trabalhar alguns mercados, caso do francês, que está muito activo, sobretudo em Lisboa mas que já procura o Algarve".


A reforçar a convicção que "os próximos três, quatro anos podem ser muito bons", está também a procura nacional, com "os bancos timidamente a abrir os empréstimos e a reentrar no crédito imobiliário" e "os portugueses da classe média com mais autoconfiança, não estando tão pessimistas como no passado".


Acresce que "os portugueses têm a cultura da habitação própria" e já lá vão os tempos em que "havia três coisas para a vida toda: o emprego, a casa e o casamento". Ou seja, como refere Carlos Figueiredo, "podemos ter clientes para a vida toda. Quem precisa de vender e de comprar vai recorrer aos nossos serviços se estiver satisfeito com eles".

 

 

Telheiras
Procura está a aumentar

 


Vítor Pereira

47 anos
Broker RE/MAX


Hoje, com "médias de vendas e de angariação per capita maiores que as normalmente verificadas" nos 190 brokers da rede, Vítor Pereira e o irmão José Manuel compraram as duas primeiras franquias de lojas RE/MAX em Portugal, há quinze anos quando a rede por cá se instalou.


Agora, ponderam adicionar mais uma franquia RE/MAX, em Lisboa. Os bons resultados encorajam-nos. A loja de Telheiras, na qual trabalham 60 pessoas, "sempre cresceu dois dígitos em volume de negócios, entre 25% e 40%. Só em 2009, devido à crise global, e em 2011, devido à crise em Portugal, é que tal não aconteceu", refere Vítor Pereira.


A sul, em Tavira, no Algarve, os resultados em 2014 também lhe agradam substantivamente, já que então "com apenas dez vendedores, a loja facturou 650 mil euros, em 230 transacções, o que dá um valor per capita de 65 mil euros".


O aparecimento no mercado imobiliário de compradores estrangeiros, chineses e franceses, a par dos muitos portugueses com dinheiro na mão, "que estavam à espera da melhor oportunidade para comprar uma melhor casa", ajudam a explicar os resultados em 2014.


Além da crescente procura, Vítor Pereira - também prémio Carreira RE/MAX - sublinha ainda a vantagem da formação dos mediadores da rede e, no seu caso, a política de ter "poucos vendedores, altamente produtivos, proporcionando-lhes comissões mais elevadas".


Em jogo, está o facto de muitos dos agentes que ingressam na RE/MAX nunca terem pensado em ser vendedores. "Na nossa loja de Telheiras, 80 por cento das pessoas são licenciados, em Gestão, Arquitectura, Engenharia Civil, que não encontraram colocação nas suas áreas", refere Vítor Pereira. "Se têm sucesso e conseguem ter dinheiro no bolso, começam a motivar-se e vêem que ganham acima da média".

 

 

Évora
Crédito bancário renasce

 


Rui Pechincha

39 anos
Broker RE/MAX


Começaram como vendedores. Até que, em 2002, Rui Pechincha e o sócio José Manuel Gonçalves compraram a franquia da loja RE/MAX em Évora, cuja facturação já registou, em 2015, "um crescimento de 50 por cento face ao primeiro trimestre do ano passado".


Os resultados surgem em linha com os do ano passado. "Face a 2013, conseguimos crescer 41 por cento, para os 281 mil euros de facturação", sublinha o licenciado em Gestão de Empresas, que se alistou na RE/MAX, quando ainda era finalista na Universidade de Évora.


Nessa altura, em 2000, Rui Pechincha relembra algumas dificuldades, em parte derivadas do "sistema de trabalho da RE/MAX que assenta numa angariação exclusiva, com uma comissão de 5 por cento, quando na altura se praticavam comissões mais baixas".


Ultrapassadas as reticências iniciais, em "2001/2002, a loja de Évora conseguiu ficar em primeiro lugar no ranking nacional da RE/MAX". Seguiram-se "os nossos melhores anos, 2006/2007, com uma facturação na ordem dos 702 mil euros", até que se começou "a sentir tudo o que se passou a nível nacional e os resultados começaram a baixar de ano para ano".


Hoje, para trás está já o ano de 2013, "o mais baixo destes últimos", em que o "arrendamento serviu como uma almofada, dado que os financiamentos bancários praticamente não existiam", salienta. Novos e melhores tempos parecem ter voltado, com "a banca já à procura de fazer créditos à habitação, o que irá ter impacto no segundo semestre deste ano", prevê Rui Pechincha.


E a juntar a um maior ânimo do mercado nacional, o broker de 39 anos regista também o aparecimento de "estrangeiros, franceses e ingleses" interessados na tranquilidade do Alentejo. Exemplos? "Arrendámos uma quinta a um cliente francês, já a pensar numa futura compra, e através dele temos mais três contactos que procuram imóveis. Sinceramente, acredito que está aqui uma boa área de negócio".