Agosto: Guerra nas Américas, pazes no extremo europeu

No mês em que Dilma Rousseff foi afastada em definitivo da Presidência do Brasil e em que subiu de tom a polémica na campanha eleitoral americana, Putin e Erdogan normalizaram as relações bilateriais num Velho Continente abalado por novo sismo.
António Larguesa 19 de Dezembro de 2016 às 10:57
"Cometeu a acusada, a senhora presidenta da República, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos na instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados, e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de oito anos?" Foi a resposta positiva a esta pergunta por uma maioria qualificada de senadores que encerrou a 31 de Agosto o processo de "impeachment" de Dilma Rousseff, iniciado em Dezembro quando o Congresso aceitou que se averiguasse uma das 34 denúncias contra a administração da sucessora de Lula da Silva, reeleita em 2014 com a menor margem da democracia brasileira.
Festa olímpica "saltou" mais alto no Rio: Após anos de discussão sobre os gastos públicos e de críticas por atraso nas obras e problemas de segurança e higiene na Aldeia Olímpica e em algumas arenas desportivas, os Jogos do Rio de Janeiro arrancaram a 5 de Agosto num clima de festa que se prolongou por várias semanas. Essas polémicas foram quase esquecidas quando os 17 mil atletas entraram em prova. Dos 92 participantes portugueses, em 16 modalidades, apenas Telma Monteiro conseguiu uma medalha (bronze) no judo. Michael Phelps, Usain Bolt, Van Niekerk e Simone Biles foram as figuras em maior destaque.
Festa olímpica "saltou" mais alto no Rio: Após anos de discussão sobre os gastos públicos e de críticas por atraso nas obras e problemas de segurança e higiene na Aldeia Olímpica e em algumas arenas desportivas, os Jogos do Rio de Janeiro arrancaram a 5 de Agosto num clima de festa que se prolongou por várias semanas. Essas polémicas foram quase esquecidas quando os 17 mil atletas entraram em prova. Dos 92 participantes portugueses, em 16 modalidades, apenas Telma Monteiro conseguiu uma medalha (bronze) no judo. Michael Phelps, Usain Bolt, Van Niekerk e Simone Biles foram as figuras em maior destaque.
Ricardo Moraes/Reuters
No hemisfério Norte, em Nova Iorque, o sonho de Guterres chegar à liderança da ONU começava a ganhar corpo, com a vitória do português nas segunda e terceira votações para o cargo. No mesmo país prosseguia a caminhada triunfal de Trump para a Casa Branca, sempre envolta em atribulações. Foi em Agosto que, entre outros insultos à rival Hillary, o candidato acusou Obama de ser "o fundador" do autoproclamado Estado Islâmico.

Enquanto em Angola decorria o último congresso do MPLA - o qual foi assistido pelo deputado do CDS-PP Hélder Amaral - antes da saída de José Eduardo dos Santos, esperada para 2018, no extremo europeu os Presidentes da Rússia e da Turquia encontravam-se pela primeira vez desde que as forças turcas abateram um avião militar russo. Putin e Erdogan apertaram a mão e acordaram não apenas uma normalização, mas um reforço das relações entre Moscovo e Ancara.

Na madrugada de 24 de Agosto, um forte sismo no coração de Itália apanhou a maioria dos habitantes a dormir e provocou centenas de mortos e um cenário de destruição em várias localidades, como Amatrice e Accumoli.
Dilma sai pela porta dos fundos: A 31 de Agosto, Dilma Rousseff foi definitivamente destituída da Presidência, após 61 dos 81 senadores (bastavam 54 votos) a considerarem culpada de crimes de responsabilidade na gestão das finanças do Brasil. No mesmo dia tomou posse o seu "vice", Michel Temer (PMDB), que desde Maio ocupava interinamente o cargo. Em votação separada, o Senado decidiu, porém, que a líder do PT não ficará impedida de ocupar cargos públicos durante oito anos, como sucedera em 1992 com Collor de Mello.
Dilma sai pela porta dos fundos: A 31 de Agosto, Dilma Rousseff foi definitivamente destituída da Presidência, após 61 dos 81 senadores (bastavam 54 votos) a considerarem culpada de crimes de responsabilidade na gestão das finanças do Brasil. No mesmo dia tomou posse o seu "vice", Michel Temer (PMDB), que desde Maio ocupava interinamente o cargo. Em votação separada, o Senado decidiu, porém, que a líder do PT não ficará impedida de ocupar cargos públicos durante oito anos, como sucedera em 1992 com Collor de Mello.
Reuters








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