Climénia Silva: Prémio tornou-se mais dinâmico

Segundo Climénia Silva, directora-geral da Valorpneu, o Prémio Inov.ação Valorpneu tem aproximado os candidatos e promovido o desenvolvimento de projectos e de ideias, e cativou um maior interesse por parte da comunidade, e chegou a um maior número de agentes económicos.
Climénia Silva: Prémio tornou-se mais dinâmico
Climénia Silva, directora-geral da Valorpneu
Filipe S. Fernandes 23 de janeiro de 2018 às 11:00
"O caminho para a economia verde vai-se fazendo dia a dia e a iniciativa do Prémio Inov.ação Valorpneu procura ajudar a construir esse caminho" refere Climénia Silva, directora-geral da Valorpneu - Sociedade de Gestão de Pneus, promotora do prémio. Considera que o novo formato tornou o prémio mais dinâmico, mas "o sector empresarial instalado é pouco sensível a um envolvimento". Em compensação aproximou-se mais ao meio científico, a outras organizações de cariz não económico e a iniciativas particulares.

Que balanço é que faz desta nova fórmula do Prémio?
O balanço é bastante positivo. Este formato tem-se mostrado mais dinâmico, tem aproximado os candidatos e promovido o desenvolvimento de projectos e de ideias, tem cativado maior interesse por parte da comunidade, para além de ter chegado a um maior número de agentes económicos que, mesmo que não sejam candidatos ao actual prémio, poderão no futuro vir a considerar os materiais provenientes da reciclagem de pneus nos seus projectos profissionais.

Em termos de candidatura corresponde ao que estava planeado tanto em número como na qualidade?
O âmbito do prémio é muito restrito e coloca um grande desafio. Circunscreve-se à utilização de pneus em fim de vida ou dos materiais resultantes da sua reciclagem pelo que não seria expectável um número muito elevado de candidaturas, mas já estão registados 29 projectos na plataforma dedicada ao prémio e o prazo para o registo apenas termina a 31 de janeiro, havendo ainda oportunidade para que outros se venham a candidatar.


O projecto Abrigos para Gatos de Rua insere-se na categoria Comunidade e Educação do prémio Inov.ação Valorpneu


Considera que tem ideias verdes com potencial?
Existem projectos muito interessantes, inovadores, alguns já muito consolidados e que efectivamente consideram e potenciam a utilização do pneu em fim de vida como um recurso eficiente contribuindo desta forma para a economia circular. O caminho para a economia verde é um percurso que se vai fazendo dia a dia e a iniciativa do Prémio Inov.ação Valorpneu procura ajudar a construir esse caminho.

Um dos objectivos era conseguir atrair mais parceiros para o prémio, facilitar a investigação universitária e as empresas. Isso foi conseguido? Ganhou mais escala?
Poderemos dizer que houve uma aproximação a esse objectivo, embora continue a sentir que o sector empresarial instalado é pouco sensível a um envolvimento. Tal não significa que não existam projectos apresentados de iniciativa de empresas, mas a maior escalabilidade, que efectivamente se verificou, deveu-se até agora sobretudo ao meio científico, a outras organizações de cariz não económico e a iniciativas particulares.

Uma das inovações nesta actual fórmula do prémio foi a existência de sessões de formação para os candidatos. Qual é o balanço que faz desta experiência?
A introdução de workshops de formação para os candidatos foi uma excelente aposta. Por um lado, tem permitido capacitar os candidatos de forma a desenvolverem os seus projectos e adequarem as suas ideias direcionando-as para o mercado, por outro lado, muniu-os de ferramentas e competências que não só enriquecerão o projecto a apresentar mas que lhes poderão ser úteis na futura vida profissional. 

CV

Climénia Silva é directora-geral da Valorpneu, desde 2004, que faz a gestão do sistema de recolha e destino final de pneus usados. Licenciada em Gestão pelo Instituto Superior de Economia e Gestão iniciou a carreira como consultora na Ernst & Young, actual EY, tendo depois passado pela Michelin Portugal como directora financeira. 



Parceria entre escola e junta de freguesia

A Escola Artística António Arroio e a Junta de Freguesia da Penha de França em Lisboa fizeram uma parceria para conceber e desenvolver abrigos para gatos de rua.

Com esta parceria, explica Carla Monereo, professora na Escola Artística António Arroio, procuram-se "a concepção de abrigos com vertente escultórica e incentivar a participação dos alunos, construir caminhos que contribuam para maior inclusão e valorização do bem-estar de pessoas e animais".

Os projectos artísticos, na vertente da exploração plástica de conceitos, processos, matérias e materiais, serão realizados em espaço da escola nas aulas de Projecto e Tecnologias da especialização em Realização Plástica do Espectáculo, no curso Produção Artística, e que são leccionadas por Carla Monereo. Sublinha a docente que "a possibilidade da sua produção será ponderada no decorrer dos trabalhos".

O projecto Abrigos para Gatos de Rua insere-se na categoria Comunidade e Educação do Prémio Inov.ação Valorpneu. Cabem projectos relacionados com a sensibilização e comunicação para comportamentos ambientais, divulgação sobre o processo de reciclagem dos pneus, acções de intervenção social. O prémio é de 10 mil euros.