Exportação + emprego: Colchões com molas para cruzar fronteiras

Considerado o maior empregador da região Centro, o grupo Aquinos conta com cerca de 2.500 trabalhadores. Depois das fábricas em Portugal, o grupo adquiriu uma participação em França. Mais um passo para reforçar a presença além-fronteiras, que já pesa 92%.
Exportação + emprego: Colchões com molas para cruzar fronteiras
A produção do grupo Aquinos é verticalizada, fabricando as principais matérias-primas usadas nos seus sofás e colchões.
Pedro Elias
Wilson Ledo 03 de Janeiro de 2017 às 15:29
Sofás e colchões são a especialidade do grupo Aquinos, fundado em 1985.

Além da sede e unidades em Tábua, a empresa conta com uma fábrica em Nelas e outra em Carregal do Sal. A última só começará a laborar no próximo ano, após um investimento superior a 12 milhões de euros.

Em Novembro, o grupo comprou ainda outra unidade industrial em França. Por 25 milhões de euros, noticiou-se na altura, os portugueses adquiriram 51% do francês Cauval, com opção de compra do restante capital.

Assim, o grupo Aquinos ascendeu ao quarto lugar mundial no sector e espera ganhar, através das marcas da empresa que comprou, nova energia para a sua expansão à escala europeia.

O negócio em França é a mais recente prova de que o trabalho deste grupo português passa muito além-fronteiras. Espanha, França, Bélgica, Itália, Suíça, Irlanda, Canadá, Brasil, Chile, Indonésia e Angola são apenas alguns dos exemplos de uma dinâmica onde a exportação pesa 92% do volume de negócios da empresa. O grupo é também responsável por 15% das exportações lusas no sector onde está inserido, o do mobiliário.


1
Colchões
O grupo com sede em Tábua tem capacidade para produzir até um milhão de colchões por ano.

51
Cauval
Em Novembro, a Aquinos comprou 51% do capital da francesa Cauval, com vista ao reforço europeu.

176
Facturação
A Aquinos prevê um volume de negócios de 176 milhões de euros em 2016, subindo face ao ano anterior.


"Temos a produção verticalizada, ou seja, produzimos as principais matérias-primas mais críticas, por exemplo espuma, fibra polyester, molas e componentes de madeira", explica a empresa às questões do Negócios.

Daí que também existam diferentes marcas para cada produto: a Eurotabua para a madeira, a Clibed para fibras e molas, a Aquinos para os sofás, a Novaqui para colchões e a Gofoam para espuma.

Com três décadas de existência, o grupo Aquinos é o maior empregador da região Centro, com 2.500 trabalhadores. "Aquinos é um dos grandes responsáveis pelo baixo nível de desemprego em Portugal", pode ler-se à cabeça no site da empresa.

Do outro lado da cadeia de produção estão também parceiros de peso, incluindo marcas como Ikea, Conforama, El Corte Inglés ou Maisons du Monde.

Temos a produção verticalizada, ou seja, produzimos as principais matérias-primas mais críticas.

Estamos completamente focados na exportação. Pretendemos continuar a fazer o nosso crescimento pela via da exportação e de aquisições fora de Portugal.
Aquinos
Fonte oficial

A Aquinos pode produzir um milhão de colchões por ano. Já a capacidade de armazenamento está estimada nos 100 mil sofás e nos 150 mil colchões, indica ainda o site da companhia.

No mesmo local é possível perceber que as instalações desta empresa cobrem uma área total de 600 mil metros quadrados de terreno, 130 mil dos quais cobertos.

O volume de negócios de 2016 deverá fechar perto dos 176 milhões de euros. "Estamos completamente focados na exportação. Pretendemos continuar a fazer o nosso crescimento pela via da exportação e de aquisições fora de Portugal", acrescentam ao Negócios.

É necessário que cada organização se adapte às realidades encontradas noutros mercados e principalmente olhe para cada mercado como uma realidade cultural completamente distinta.  Miguel Milhão
Presidente da Prozis

O grupo Aquinos aconselha outras empresas que se queiram iniciar nos desígnios da exportação a "não ficar à espera dos clientes" e a trabalhar com "padrões de qualidade e exigência muito elevados".

A dimensão para poder cumprir com quantidades e prazos é outra das exigências a cumprir, diz a empresa vencedora na categoria de "Exportação + Emprego" nos Prémios Exportação e Internacionalização, iniciativa conjunta do Negócios e Novo Banco que vai já na sua sexta edição.





A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar