Grupo Triva: "anos intensos" virados em "exclusivo" para fora

Desde que nasceu que a ambição do grupo Triva se dedicou "em exclusividade" ao mercado externo. Algo que lhe confere "uma grande diluição do risco inerente ao número de países com os quais operamos" e margens atraentes para o negócio.
Grupo Triva: "anos intensos" virados em "exclusivo" para fora
No Grupo Triva a inovação é uma palavra de ordem.
Inês Lourenço
Ana Laranjeiro 21 de dezembro de 2017 às 16:15
Grupo Triva Melhor PME Exportadora Bens Transaccionáveis

Anos intensos mas de crescimento. O grupo Triva é composto por várias empresas, incluindo a Frato (empresa de mobiliário de luxo) e a ADC, que se juntou ao grupo em 2015, quando este tinha apenas seis anos. "O grupo Triva está no seu oitavo ano. Estes últimos sete anos foram bastantes intensos, com crescimentos anualizados de três dígitos", conta ao Negócios Carlos Santos, CEO da empresa.

O líder deste grupo da Maia recorda que os primeiros três anos de actividade - 2009,2010 e 2011 - "foram relativamente difíceis, face à situação do país à data, com todos os constrangimentos de crédito". "O grupo é hoje extremamente sólido com um endividamento líquido nulo, tendo os seus accionistas mantido a totalidade do capital. Encontra-se numa excelente posição para obter crescimento quer de volume de negócios, quer de resultados significativos nos próximos anos", acrescentou.

A empresa nortenha com 140 funcionários não contava vencer o prémio Melhor PME Exportadora Bens Transacionáveis. Mas "passado o elemento surpresa é um reconhecimento que toda a equipa valoriza bastante". "De certa forma premeia e recompensa o empenho e dedicação de todos os colaboradores, bem como valida a estratégia seguida", nota Carlos Santos.

Voltados para fora

Carlos Santos explica que, desde o início da actividade que "estamos em exclusividade, focados na exportação". "Em 2016 exportámos 99% e em 2017 o número será semelhante". Esta estratégia permite ao grupo "uma grande diluição do risco inerente ao número de países com os quais operamos" mas também "margens mais atractivas e acima de tudo um mercado 'ilimitado' para os próximos anos ou décadas".


60
Países
O grupo Triva tem presença em mais de 60 países.

140
Funcionários
O grupo empresarial da Maia conta com 140 funcionários.

1
Milhão de euros
Grupo liderado por Carlos Santos estima fechar 2017 com resultado líquido na casa de 1 milhão de euros.


O grupo Triva está presente em mais de 60 países , vendendo directamente para empresas nesses pontos geográficos (B2B). Já no Reino Unido, China, Arábia Saudita e Singapura, a companhia vende directamente para o cliente final (B2C). E o objectivo para o próximo ano passa por abrir mais um ou dois novos ponto de venda directos, adianta o CEO.

Com 2017 a ser marcado pela "reorganização e preparação de novas áreas de negócio", o grupo Triva prevê fechar o ano com um resultado líquido acima de um milhão de euros. A ambição para os próximos anos passa por "crescimentos de dois dígitos, quer a nível de volume de negócios quer de resultados". "Para o efeito, os investimentos estarão centrados na abertura de novos pontos de venda Frato e Altto bem como no lançamento da nova empresa de Design + Build, especializada em projectos comerciais e residenciais de elevada complexidade", diz.

Aposta na inovação

Com o lançamento mensal de produtos, a inovação é uma palavra de ordem para o grupo, que tem uma equipa permanente de sensivelmente 20 criativos, "completada por uma área técnica fabril forte". "Efectuaremos ainda um investimento em novos equipamentos na casa do um milhão de euros nos próximos 12 meses, bem como em registo de desenhos e patentes", remata o CEO da empresa.





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