Manuel Delgado: O impacto das doenças crónicas

O envelhecimento cria um novo tipo de questões aos sistemas de saúde e segurança social referiu Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde.
Manuel Delgado: O impacto das doenças crónicas
David Martins / CM
Filipe S. Fernandes 18 de Outubro de 2016 às 17:23
"As virtudes da longevidade e o êxito nas terapêuticas conduziram ao envelhecimento tendencial em muitas regiões do globo e ao desenvolvimento de doenças crónicas que, numa linguagem bem portuguesa, não matam mas moem", referiu Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde, na sessão de encerramento da primeira Be Well Global Health Conference.

A questão das doenças crónica foi trazida à liça pelo governante porque tem que ver com o impacto e os desafios que coloca tanto ao sector da saúde como da segurança social. São várias as consequências como "o aumento brutal da frequência do hospital e do ambulatório por parte do idoso, a multipatologia de que muitas vezes é portador", a que se junta, o frequente "isolamento social e familiar também frequentes e a consequente intervenção social básica", disse Manuel Delgado.
cotacao Um desafio que se coloca é o aumento brutal da frequência do hospital e do ambulatório por parte do idoso.  Manuel Delgado Secretário de Estado da Saúde
O actual secretário de Estado da Sáude reconheceu que "a longevidade dos seres humanos, a erradicação de muitas doenças, e a evolução constante no combate a tantas outras conduziram a humanidade a patamares de saúde e bem-estar" nunca antes vistos. Mas considerou que as pandemias, as desigualdades, as questões terapêuticas a nível global e o excesso de prescrições, nomeadamente dos antibióticos, as alterações dos comportamentos, são problemas endémicos um pouco por todo o mundo a exigir das autoridades mundiais acções concertadas que envolvam governos, indústria farmacêutica, profissionais de saúde e os cidadãos em geral.






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