Outubro: O mês em que Espanha voltou a ter governo e a Time Warner foi vendida

Espanha volta a ter um Governo e na Alemanha o mundo financeiro andou em polvorosa por causa do Deutsche Bank. A AT&T comprou a Time Warner e a Samsung viu-se a braços com um buraco, por causa do novo Galaxy Note. E, em Mossul e Alepo, tudo na mesma.
Filomena Lança 21 de dezembro de 2016 às 10:16
Depois de um impasse que durou quase 10 meses, o PSOE absteve-se, evitando novas eleições, e Mariano Rajoy foi investido presidente do Governo. Espanha, em gestão na falta de uma maioria parlamentar, voltou a ter um executivo.

Se em Espanha se entrou em acalmia política, na Alemanha o mês foi de incerteza nas finanças, com o Deutsche Bank a viver um dos períodos mais conturbados da sua história, com as notícias de que poderia precisar de um resgate. E com Merkel sem margem política para isso. A situação está mais calma, mas ainda não totalmente resolvida.

Também em Outubro, o FMI divulgava um relatório a dar conta de que o sector não financeiro tem uma dívida global equivalente a 225% do PIB mundial, qualquer coisa como 136 biliões de euros. 100 biliões estão nas famílias e empresas.
Refugiados saem do campo de Calais: Cerca de 6.400 pessoas foram retiradas de Calais e realojadas em campos espalhados pelo território francês. Dezenas e dezenas de autocarros, bancos forrados com plástico, transportaram imigrantes. E foi assim que o maior campo de refugiados de França, um bairro de lata construído em ano e meio, ficou transformado num monte de destroços, depois limpos pela polícia. Era conhecido como "a selva" e era ali que as pessoas aguardavam uma oportunidade para passar o Canal da Mancha. Os migrantes, esses, continuaram a chegar à Europa.
Refugiados saem do campo de Calais: Cerca de 6.400 pessoas foram retiradas de Calais e realojadas em campos espalhados pelo território francês. Dezenas e dezenas de autocarros, bancos forrados com plástico, transportaram imigrantes. E foi assim que o maior campo de refugiados de França, um bairro de lata construído em ano e meio, ficou transformado num monte de destroços, depois limpos pela polícia. Era conhecido como "a selva" e era ali que as pessoas aguardavam uma oportunidade para passar o Canal da Mancha. Os migrantes, esses, continuaram a chegar à Europa.
Philippe Wojazer/Reuters
Nos negócios internacionais, a AT&T e a Time Warner marcaram pontos, ao chegarem a acordo para uma mega fusão que valeu 78 mil milhões de euros. De muito menos valor, mas de não menos importância, o anúncio da Pepsi de que tem um plano para reduzir substancialmente o açúcar nas suas bebidas. Na mesma altura em que, por cá, o Orçamento do Estado decidiu penalizar os refrigerantes com uma nova taxa.

Nos telemóveis, a sul-coreana Samsung viu-se a braços com um problema gigante, ao ter de retirar do mercado o seu novo Galaxy Note 7, depois de ter havido casos de bateria que explodiram. Um custo de mais de 15 mil milhões.

Lá fora, ventos de optimismo. A confiança na economia da Zona Euro subiu em Outubro para o valor mais alto em dez meses, depois da incerteza do Brexit. Nos Estados Unidos a economia estava a crescer mais do que o esperado.

Em Mossul, no Iraque, e Alepo, na Síria, Outubro foi mais um mês de ataques aéreos e bombardeamentos. O mês terminou sem soluções à vista.
Guterres eleito para liderar a ONU: É português, mas o cargo que vai ocupar nos próximos anos é o mais internacional de todos. Depois de um processo electivo que não deixava margens para dúvidas, o ex-primeiro-ministro português foi eleito secretário-geral da ONU, sucedendo a Ban ki-moon. A tomada de posse só aconteceria em Dezembro e em Janeiro Guterres inicia funções. Já anunciou que pretende avançar com uma reforma da instituição, acabando com burocracias. E quer ser mediador nos grandes conflitos internacionais.
Guterres eleito para liderar a ONU: É português, mas o cargo que vai ocupar nos próximos anos é o mais internacional de todos. Depois de um processo electivo que não deixava margens para dúvidas, o ex-primeiro-ministro português foi eleito secretário-geral da ONU, sucedendo a Ban ki-moon. A tomada de posse só aconteceria em Dezembro e em Janeiro Guterres inicia funções. Já anunciou que pretende avançar com uma reforma da instituição, acabando com burocracias. E quer ser mediador nos grandes conflitos internacionais.
reuters





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