Pagamentos, uma área "made in" localmente

As soluções de pagamentos têm um "cariz doméstico", para responderem às necessidades locais. Portugal, nesta área, "está muito à frente" de outros países europeus.
Pagamentos, uma área "made in" localmente
Madalena Cascais Tomé, CEO da SIBS.
Inês Lourenço
Ana Laranjeiro 26 de setembro de 2017 às 11:39
Ainda que, por vezes, possa passar despercebida, a área dos pagamentos é transversal a todas as actividades. Independentemente da área em que actua, sejam famílias ou empresas, todos efectuam pagamentos. Mas, como geralmente "o que as pessoas querem é comprar, não é pagar", o sector acaba por não estar na ribalta.

Tipicamente, na área dos pagamentos, explicou Madalena Cascais Tomé, CEO da SIBS, as soluções assumem um "cariz iminentemente doméstico". Sendo mesmo, as soluções "construídas para responder aquilo que são as necessidades de uma comunidade". "As soluções domésticas têm prevalecido porque, por um lado, garantem o efeito de rede mas, por outro, também tem o conhecimento e a confiança dos consumidores", acrescentou.

Em Portugal, a SIBS lançou o MB Way, uma solução desenhada para pagamentos. A líder da entidade gestora da rede multibanco explica que esta solução "por ter sido uma solução pensada para os portugueses, e ser uma solução iminentemente doméstica, tem as funcionalidades que os portugueses mais utilizam: compras, levantamentos e transferências entre pessoas".

Ainda que ao nível internacional existam muitas soluções de pagamentos - sendo esta uma das áreas onde as "fintech" têm soluções, Portugal é reconhecido no estrangeiro nesta área. "É importante termos orgulho naquilo que são os desenvolvimentos" que esta área tem alcançado e, neste sector, "estamos muito à frente na Europa".

Madalena Cascais Tomé recordou ainda que o digital é "mutuamente" um desafio e uma oportunidade. Um desafio porque "aquilo que hoje gera valor pode desaparecer de uma forma muito rápida", pela acção de "entidades ou actividades que não estamos à espera que estejam a competir directamente na nossa área". Por outro lado, é também uma oportunidade porque as "fintech" e outras start-ups "na prática, com uma boa ideia conseguem transformar e ter milhões de adesões num espaço curto de dias". E as outras empresa podem juntar forças com estas e inovar.





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