Portugal pode vir a ser um destino gastronómico

"A gastronomia ainda não é um motivo único para vir a Portugal, mas estamos a trabalhar para isso, e é já um grande motivo de repetição e enriquecimento da experiência" referiu Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal
Portugal pode vir a ser um destino gastronómico
Raul Vaz, Pedro Cardoso, Kiko Martins, Miguel Guedes de Sousa, Carla Bento dos Santos, Luís Araújo e Paulo Amado debateram o papel da gastronomia no turismo
Inês Lourenço
Filipe S. Fernandes 03 de outubro de 2017 às 11:57
A gastronomia, no conceito do Plano Nacional de Turismo 2027, junta os vinhos, referiu Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal desde 2016. Neste plano que traça os objectivos estratégicos para os próximos dez anos "a gastronomia e vinhos é um dos activos prioritários" entre a natureza, o clima, a luz, a água, o mar, a cultura, a história, sublinhou.

Se há muito destinos turísticos que apostam na gastronomia como factor de captação de turistas, para Portugal a gastronomia e os vinhos funcionam quando os turistas já estão em Portugal. No que se refere à experiência, um inquérito de 2015 revelava que, à saída, "80% dos turistas considerava que uma das três coisas que mais os tinha marcado fora a gastronomia e 50% consideraram a gastronomia portuguesa tinha superado as expectativas" revela Luís Araújo.

"São um motivo de enriquecimento da experiência" refere Luís Araújo. "Ainda não é um motivo único para vir a Portugal, mas estamos a trabalhar para isso, e é já um grande motivo de repetição e enriquecimento da experiência".

"O nosso foco é muito mais na parte da experiência, mas o que queremos é que no futuro Portugal seja também reconhecido como um destino gastronómico" salientou Luís Araújo, licenciado em Direito mas que fez a sua carreira no Grupo Pestana onde esteve desde 1996 até 2016, com um pequeno interregno como chefe de gabinete do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade (entre 2005 e 2007) do XVII Governo Constitucional.

Como refere Miguel Guedes de Sousa, CEO da Amorim Luxury, a "escolha de um destino tem muito a ver com a oferta gastronómica. Em termos mundiais, 10% dos turistas e cerca de 1/3 dos gastos de uma viagem são para gastronomia (36%), e por isso temos de vender a qualidade da nossa gastronomia lá fora". Luís Araújo reforça: "temos de dar o salto e começar a ser mais internacionais e a internacionalizar aquela que é nossa gastronomia". O presidente do Turismo e Portugal dá como exemplo a iniciativa com a AHRESP e o AICEP para a Rede de Restaurantes Portugueses no Mundo, que serão certificados e promoverão a gastronomia e os produtos portugueses.

Os participantes do debate

O debate sobre Gastronomia e Restauração, um dos cinco trunfos para a excelência do Turismo em Portugal, decorreu no Espaço Conversas Soltas do Banco Popular, organizado pelo Jornal de Negócios e o Banco Popular. A moderação foi de Raul Vaz, director do Jornal de Negócios e participaram Carla Bento dos Santos, coordenadora executiva de marca e comunicação do Banco Popular Portugal, Kiko Martins, chef e empresário de restauração, Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, Pedro Cardoso, empresário do Solar dos Presuntos, Miguel Guedes de Sousa, CEO da Amorim Luxury e Paulo Amado, gastrónomo e empresário da Edições do Gosto.




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comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 2 semanas

Faz sentido...

Com o IVA a uns míseros 13%, os turistazecos vem cá comer e caga*r!

SC Há 2 semanas

Infelizmente, contrariamente ao que se pensa, a gastronomia portuguesa é completamente desconhecida no estrangeiro.
Os restaurantes portugueses lá fora não têm expressão absolutamente nenhuma e nunca vi um noite temática portuguesa em nenhum país do mundo!

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