Rogério Campos Henriques: "Este prémio representa acréscimo de responsabidade"

O gosto de trabalhar em equipa e de se motivar pelos desafios contribuíram para Rogério Campos Henriques vencer o Vodafone Best Digital Leader.
Rogério Campos Henriques: "Este prémio representa acréscimo de responsabidade"
Rogério Campos Henriques é Chief Information Officer (CIO) e membro do conselho de administração da Fidelidade.
Pedro Elias
Sara Ribeiro 02 de novembro de 2017 às 11:23
A implementação do novo plano de sistemas de informação do grupo Fidelidade foi liderado por Rogério Campos Henriques, vencedor do Vodafone Best Leader. Um desafio alcançado com a ajuda de toda a sua equipa . Razão pela qual o responsável acredita que o segredo para abraçar a ventura do digital é "assegurar que o foco está sempre nas pessoas".

Liderou a implementação do novo Plano Estratégico de Sistemas de Informação (SI) do Grupo Fidelidade. Qual foi o maior desafio deste processo?
Resultando da fusão de grandes seguradoras portuguesas, a empresa tinha em determinado momento uma arquitectura de SI com grande complexidade e fragmentação, o que originava dificuldade de resposta dos sistemas. O grande objectivo foi simplificar e modernizar, melhorando a resposta, a eficiência e alavancar também a modernização dos processos de negócio. [...] No início, o mais importante foi criar e consensualizar uma visão com as áreas de negócio, garantindo o seu apoio ao projecto. Por outro lado, dentro da própria organização de SI, era crítico assegurar o alinhamento das pessoas face às mudanças que se perspectivavam. Posteriormente, já numa fase de implementação, o desafio passou a ser manter o rumo e a disciplina da simplificação, ao mesmo tempo que respondíamos às solicitações crescentes do negócio.

Como se preparou para liderar este desafio?
As pessoas e as suas acções são sempre o resultado das suas experiências e das circunstâncias. Sou uma pessoa que se motiva pelos desafios, que gosta de estar constantemente a pensar "no que poderia ser". Depois, tenho a felicidade de estar numa empresa como a Fidelidade, que é líder praticamente em todas as linhas de negócio e em todos os canais, com perto de 30% de quota de mercado. [...] A verdade é que apesar da boa performance comercial e financeira dos últimos anos, temos uma visão de mudança, percebemos a necessidade de preparar os desafios futuros e estamos, de facto, a investir na transformação do negócio. Há poucas empresas em Portugal com desafios e um desejo de mudança como os nossos e eu tenho muito orgulho em fazer parte deste projecto.

"A transformação digital tem que ser um esforço conjunto, transversal às empresas, aos consumidores, ao Estado e aos reguladores."

"Trabalhamos com os nossos colaboradores, com as nossas equipas e sem dúvida são as pessoas que farão a diferença."

Foi eleito como Best Digital Leader. Como viu esta atribuição?
Naturalmente, foi com muita satisfação que recebi esta distinção. Em todo o caso, considero que este prémio é também, e antes de mais, o reconhecimento de um trabalho que a Fidelidade aos vários níveis da organização tem vindo a fazer nos últimos anos na área da transformação digital. Faço parte de uma grande equipa, composta por pessoas fantásticas, e por isso este prémio é também de todas elas. Este prémio representa também um acréscimo de responsabilidade. A transformação digital tem que ser um esforço conjunto, transversal às empresas, aos consumidores, ao Estado e aos reguladores.

Que conselho deixaria às empresas, e aos seus líderes, que estão a entrar na aventura digital?
De uma forma simples, assegurar que o foco está sempre nas pessoas. A tecnologia é necessária e um "enabler" fundamental, mas no fundo trabalhamos para os clientes e para responder às suas necessidades. Por outro lado, trabalhamos com os nossos colaboradores, com as nossas equipas e sem dúvida são as pessoas que farão a diferença! Vamos ter que investir em tecnologia, em novos produtos e serviços e em novos modelos de negócio. [...] Mas para que este processo de transformação de negócio seja bem-sucedido temos que ser focados no cliente e capazes de recrutar, motivar e reter o talento que faz a diferença. Teremos que criar organizações mais ágeis, mais flexíveis, em que as pessoas possam ser criativas e participem mais neste esforço de contínua adaptação e inovação. Este vai ser provavelmente o grande desafio! 





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