Sector Estratégico: Indústria Transformadora: Mão portuguesa a revestir ícones mundiais

A Pavigrés não é uma estreante nos Prémios Exportação e Internacionalização. Desta feita, arrecadou mesmo o principal galardão da categoria. Os objectivos de exportação mantêm-se ambiciosos.
Sector Estratégico: Indústria Transformadora: Mão portuguesa a revestir ícones mundiais
A Pavigrés, fundada em 1978, renovou a sua presença nos Prémios Exportação e Internacionalização este ano.
Pedro Elias
Wilson Ledo 03 de janeiro de 2017 às 15:08
O tamanho é à escolha do cliente, de acordo com as suas necessidades: dos 10x10 aos 120x60 centímetros. Além das dimensões variam também os materiais e as cores nos pavimentos da Pavigrés.

A cerâmica fundada em Setembro de 1978 na Anadia venceu como exportadora na categoria Sector Estratégico : Indústria dos Prémios Exportação e Internacionalização, iniciativa conjunta do Negócios e do Novo Banco que vai já na sua sexta edição.

É preciso recuar a 2004 para se determinar um ponto-chave da história da Pavigrés - Fábrica de Revestimentos e Pavimentos: nesse ano, dava-se a fusão entre a Grespor e a Cerev.

Hoje, as três unidades da Pavigrés geram um volume de negócios superior a 52 milhões de euros. A culpa, na sua maioria, é da exportação. A venda de produtos além-fronteiras pesa 91% da facturação. E chega a 85 países.


91
Exportação
A exportação pesa 91% do volume de negócios da Pavigrés, fixado nos 52 milhões de euros.

85
Presença
Os produtos da cerâmica da Anadia estão já em 85 países. Há planos para chegar a mais.

600
Trabalhadores
As várias unidades da Pavigrés em Portugal reúnem mais de 600 trabalhadores.


"O nosso objectivo é e será sempre garantir o crescimento da empresa, o que implica consolidar os países onde já estamos presentes e procurar novos mercados", respondeu o presidente José Diogo às questões colocadas pelo Negócios.

O responsável optou por não deixar conselhos para que outras companhias sigam na hora de exportar, considerando que na Pavigrés não há "a pretensão de dar conselhos a outras empresas ou empresários".

Com mais de 600 trabalhadores, a Pavigrés não é uma presença nova nos Prémios Exportação e Internacionalização. Pelo contrário: em 2015 recebeu uma menção honrosa como grande empresa exportadora de bens transaccionáveis.

O nosso objectivo é e será sempre garantir o crescimento da empresa, o que implica consolidar os países onde já estamos presentes e procurar novos mercados.

Não temos a pretensão de dar conselhos sobre exportação a outras empresas ou empresários.
José Diogo
Presidente da Pavigrés

Na altura, a empresa explicava que começou a exportar para França, Irlanda e Finlândia. Suécia, Irlanda e Finlândia eram outros dos países que juntaram depois à lista. E definia vontades: entrar no Brasil e Índia em breve.

O seu projecto em Singapura, onde os produtos da Pavigrés revestem a National University of Singapore, era destacado na edição de 2015. Mas a lista de projectos icónicos não se fica por aqui, como comprova uma breve visita ao site oficial da empresa.

A presença da cerâmica da Anadia é notória no aeroporto Charleroi na Bélgica, na Plaza Andalucia em Espanha, no Sandwell College em Inglaterra ou ainda no Arlington High School em Nova Iorque, Estados Unidos da América.

Além da vertente da exportação, a Pavigrés conta com representantes locais no Reino Unido, França, Espanha e Argélia.




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