Transformação digital: Revolução digital está a chegar às indústrias tradicionais

A disrupção digital já não é mais um fenómeno confinado às tecnológicas. Pelo contrário, atravessou essa fronteira e está já a chegar às indústrias tradicionais.
Transformação digital: Revolução digital está a chegar às indústrias tradicionais
Kacper Pempel/Reuters
Ana Laranjeiro 06 de julho de 2017 às 11:44
A revolução digital é uma realidade global à qual as empresas nacionais não vão escapar, garante Mafalda Alves Dias, Head of Large Business and Public Sector da Vodafone. Aliás, esta revolução "deverá ser encarada como uma oportunidade para as empresas pensarem na forma como vão desenvolver o seu negócio no futuro". São mudanças que não passam apenas pelas tecnologias da informação mas também pelo relacionamento com os clientes.

"O digital, para nós, é o novo normal. Até agora, a disrupção digital era um fenómeno confinado aos gigantes tecnológicos ou às empresas que nasceram na era digital", argumentou a responsável. Mas, neste momento, o que está a ocorrer "é um extravasamento do digital desta fronteira tecnológica para as indústrias que consideramos mais tradicionais". Se a música, as viagens, o retalho e a publicidade são algumas das áreas que já atravessaram esta revolução, outras vão seguir também este caminho. O sector dos pagamentos e a logística são dois dos sectores que vão também percorrer esta trajectória, referiu ainda.

Paulo Ferreira, director executivo da área de Cloud e Business Transformation da Axians, sustenta que "a transformação [digital] deve ser encarada como um fenómeno natural". "É uma evolução natural que nos afecta como consumidores e às empresas que querem diferenciar-se e criarem novos modelos de negócio, novas experiências de consumo e, no fundo, desenvolver o negócio do B2B e do B2C", salientou.

Gabriel Coimbra assumiu, por sua vez, que há alguns indicadores que revelam a importância que estas transformações têm tido no tecido empresarial. O Country Manager da IDC referiu que, nas últimas seis décadas, a esperança média de vida das empresas tem diminuído. "Há 50 anos, as empresas tinham uma esperança média de vida de 60 anos. Hoje têm uma esperança média de vida de cerca de 20 anos. Isso significa que, a cada dez anos, temos cerca de 50% das empresas que desaparecem porque são substituídas por concorrentes", disse.

Um outro ponto, exemplo desta tendência, é "o crescimento da oferta de serviços e produtos digitais, que tem vindo a crescer duas vezes mais do que a oferta de produtos e serviços que não incluem a componente informacional digital". Gabriel Coimbra revelou ainda que, para a edição deste ano, há 86 candidaturas válidas para o Portugal Digital Awards.




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