Como pensar os negócios do futuro

Quando as pessoas acham que a transformação digital é um fim em si mesmo, é difícil fazer uma agenda digital.
Como pensar os negócios do futuro
João Pedro Machado, Center for Transformation Director da Fidelidade Seguros
Inês Gomes Lourenço
Filipe S. Fernandes 10 de julho de 2018 às 12:16
"Quando se acha que a transformação digital é um fim em si mesmo, é difícil fazer uma agenda digital", afirma João Pedro Machado, Center for Transformation Director da Fidelidade Seguros. "A transformação digital é um caminho, um conjunto de enablers para esse fim."

"Deviam pensar em como vai ser o negócio no futuro e, para isso, é necessário conhecer os clientes, a workforce, as suas forças e fraquezas. A estratégia e o posicionamento têm de estar muito claros", adianta João Pedro Machado.

"Na Fidelidade, fazemos o experimentalismo paralelo. Fazemo-lo de uma forma rápida e ágil, chavões muito utilizados quando se fala de transformação digital, try hard and fail fast", acrescentou.

Referiu ainda que é necessário juntar competências . "Não tem de se alterar as competências actuais, mas criar competências adicionais para o futuro, porque durante os próximos 20 anos vão coexistir os dois tipos de competências", disse João Pedro Machado.

Delegação-monitorização

Nuno Miller, Digital & IT director da Sports & Fashion Sonae, assinala a dificuldade para empresas no sector do retalho, seguros, saúde, em que 90% do revenue ainda depende do que negócio tradicional, é difícil fazer a transformação digital.

"Hoje tem-se um endgame, um início, uma equipa, um orçamento, um steering, um modelo de governance, deliveries. É um desafio para as organizações passar a trabalhar numa lógica de flexibilidade. Temos de ter uma organização de comando-controlo e mais de delegação-monitorização".