O mentoring como apoio à inovação

Facilitar contactos é uma mais-valia, muitas vezes bem mais relevante que o financiamento.
O mentoring como apoio à inovação
Bloomberg
Filipe S. Fernandes 13 de abril de 2017 às 11:44
As start-ups recorrem mais abertamente ao mentoring do CEO como mostram os exemplos recentes da Science4you e da Fairtech entre outros). "O mentoring para start-ups transformou-se também ele num mercado que ainda vai ter que atravessar um período de maturação e selecção natural" refere João Ramos, partner da PwC. Com a implementação e a estruturação "o gestor tem de evoluir e mudar o mindset" refere Francisco Veloso, que em Agosto deixa a direcção da Católica Lisbon School of Business & Economics e ruma Business School do Imperial College de Londres,.

"O mais importante de um mentor é já ter feito (esta parte do "fazer" é muito importante) algo de semelhante, que já tenha vivido as dificuldades que o fundador de uma empresa terá. Por exemplo, se um empreendedor está a lançar um marketplace, é fundamental ter mentoring de alguém que já o fez, e preferencialmente bem feito. Isto sim é que vai poupar muito dinheiro e tempo à empresa" diz Luís Martins.

A inovação, e tudo que decorre da sua acção, é essencial para os empreendedores de start-ups, mas, como refere João Ramos, "fazem falta o aconselhamento e a partilha de experiências". Porque assim se podem "evitar cometer erros básicos e perder energia no processo de criação" é fundamental para o sucesso de uma start-up. O partner da PwC acrescenta que o papel do mentor deve ser "apoiar no conhecimento do mercado e do seu potencial, apoiar na adequação da ideia às necessidades efectivas do mercado alvo, facilitar contactos é sem dúvida uma mais-valia para as start-ups muitas vezes bem mais relevante que o financiamento".





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