Back in Time - E se o Homem existisse há um segundo?

A história da vida, do universo e da civilização. Tudo reunido num livro que é uma das "apps" portuguesas com mais sucesso na loja da Apple e até já tem uma versão em japonês
Back in Time - E se o Homem existisse há um segundo?
Raquel Godinho 29 de agosto de 2013 às 00:01

Back in Time | A app da Landka esteve no "top" dos livros mais vendidos da loja da Apple em cerca de 40 países.

 

O interesse de uma equipa de cinco pessoas pelas áreas da educação e da divulgação científica fez nascer uma aplicação que rapidamente ganhou adeptos e reconhecimento. A Back in Time é um livro educacional sobre os principais eventos na história da vida, do universo e da civilização. Já esteve no top de vendas em cerca de 40 países e continua a ser melhorada para chegar cada vez mais longe.


A formação do universo ocorreu há milhares de milhões de anos, os primeiros passos do Homem têm poucos milhões de anos e o nascimento das primeiras civilizações milhares de anos. Facilitar a compreensão de acontecimentos em escalas temporais muito diferentes e longínquas foi o primeiro desafio encontrado pela equipa da Landka. Um problema ultrapassado com a utilização de uma analogia desenvolvida por Robert Lambert, do observatório John J. McCarthy: um relógio imaginário em que o universo começou há exactamente 24 horas.


"Neste relógio imaginário, a Terra foi criada há cerca de oito horas, os dinossauros foram extintos só há 7 minutos e nós, Homo Sapiens, existimos há pouco mais que um segundo", explica Susana Landolt ao Negócios. A directora-geral da Landka explica que esta aplicação foi originalmente lançada para iPad e "demorou cerca de 10 meses a ser desenvolvida, envolvendo uma equipa inicial de cinco elementos". A app foi sendo actualizada e foram desenvolvidas versões para iPhone e, mais recentemente, Windows 8. Apenas não está disponível para Android.

 

 

A versão de lançamento da Back in Time destinava-se ao iPad e demorou cerca de dez meses a ser desenvolvida. Mais tarde, surgiram as versões para iPhone e Windows 8. Só não está disponível para Android. A app custa 4,49 euros.

 


"No total, a Landka já investiu mais de 10 mil horas no projecto Back in Time, isto sem contabilizar serviços externos (edição científica, tradução...)", conta Susana Landolt. Horas de trabalho que têm sido recompensadas com uma forte adesão por parte dos utilizadores. A Back in Time esteve no primeiro lugar do top de vendas de livros para iPad em cerca de 40 países.


A aplicação foi ainda incluída pelo "The New York Times" na lista das dez melhores apps para iPad de 2011, foi uma das vencedoras do prémio WSA Mobile 2012 e considerada pela American Photo Magazine um dos dez melhores Photo E-Books de 2012.


"Estamos constantemente a fazer actualizações à aplicação, que vai já na versão 1.6. A última foi em Julho, tendo sido adicionado um novo capítulo sobre a Época dos Descobrimentos (em que salientamos o papel dos navegadores portugueses) e uma versão em japonês", conta Susana Landolt. A Landka criou também um quebra-cabeças chamado ThinkO.

 

 

 

Outras aplicações


Sabichão


A "app" da Majora tem um custo de 0,89 euros. O Sabichão é a personagem do jogo educativo "Associa", desenvolvido para crianças entre os três e sete anos. Foi criada para ajudar as crianças a fazer descobertas através de raciocínios simples. Vai ajudar a descobrir a figura e cor certa, formas, as silhuetas, profissões, etc.

 

 


Toy Story: Smash It!

 

A Disney lançou um jogo inspirado na saga Toy Story, o "Toy Story: Smash It!". Esta "app" pode ser disponibilizada para iPhone, iPad e iPod touch. O jogo consiste em puzzles em estilo 3D com as personagens da saga, bowling, parcerias com Buzz Lightyear e diversas aventuras. Custa 0,89 euros.

 

 


ThinkO

 

Lançada pela mesma empresa que a Back in Time, a Landka, esta aplicação é um quebra-cabeças. Trata-se de um jogo concebido para iPhone e iPad e que tem o custo de 1,79 euros. O ThinkO pretende treinar as capacidades cognitivas. Requer concentração, rapidez e boa memória.

 

(Notícia publicada inicialmente a 20 de Agosto)