Alexandre Real
Alexandre Real 23 de maio de 2016 às 00:01

Networking

O jornal Financial Times noticiou um estudo da Universidade da Pensilvânia em que ficou demonstrado que Freud, Picasso e Pitágoras atingiram excelentes resultados também devido à sua rica rede de networking pessoal e que se traduziu numa excecional criatividade individual.

São muitos os impactos do networking ou, em português, rede de contactos. Antes de mais é de todo importante referir que o networking é um meio e não um fim, ou seja, nós devemos dinamizar a nossa rede de contactos não tendo como objetivos as nossas realizações pessoais, profissionais ou organizacionais. No entanto, a melhoria da nossa performance pessoal ou profissional será sempre uma consequência.

 

Neste sentido surge uma investigação da Universidade de Utrech, que após a análise de vários estudos determinaram que tendencialmente quanto mais e melhor for a rede de contactos (capital social) de um indivíduo maior será o seu rendimento financeiro.

 

Mas curiosamente e desmaterializando a questão do rendimento financeiro, uma investigação liderada por Cohen determinou que o networking também tem impacto na saúde, ou seja, que indivíduos com relações sociais mais pobres têm o dobro da probabilidade de apanhar gripe depois de estarem em contacto com o vírus, logo são menos produtivos.

 

Ainda divulgando informações curiosas sobre networking, o jornal Financial Times noticiou um estudo da Universidade da Pensilvânia em que ficou demonstrado que Freud, Picasso e Pitágoras atingiram excelentes resultados também devido à sua rica rede de networking pessoal e que se traduziu numa excecional criatividade individual.

 

No entanto, hodiernamente é fundamental nós termos em consideração que o networking não é apenas presencial. Hoje as redes sociais têm um grande impacto e quando bem geridas são um instrumento fundamental para a gestão da nossa rede de contactos. A título de exemplo do quanto as redes sociais poderão facilitar novos contactos poderemos comparar dois estudos:

 

Em 1967, o psicólogo Stanley Milgram liderou um estudo que contou com 296 voluntários. O objetivo do estudo era saber se eu não conhecesse uma pessoa, em média de quantas pessoas precisava para conhecer um desconhecido. Em 1967, cada um de nós estaria distante em média seis pessoas para conhecer qualquer pessoa no mundo.

 

Em 2015, a Universidade de Milão e o Facebook elaboraram uma mesma investigação com o mesmo objetivo. A grande diferença é que os voluntários eram usuários do Facebook e não eram 296, mas sim 721 milhões. O resultado final foi espantoso pois em menos de cinquenta anos reduzimos a nossa distância de seis pessoas para 4,74 pessoas.

 

Enumerando algumas vantagens de uma boa gestão de rede de contactos:

 

- Partilha de recursos, visão alargada, aprendizagem, ideias novas, boas práticas, mais informação, "engagement", realização social, saúde.

 

Desejos de bom networking!

 

Gestor e Professor Universitário

 

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