António Moita
António Moita 18 de junho de 2017 às 18:24

Nunca a direita esteve tão mal

Diz o mais recente barómetro da Aximage que os "partidos da direita" atingem juntos cerca de 30% das intenções de voto dos portugueses. Parece que nunca a situação foi tão má.

Manda a tradição que seja no início dos ciclos de governação que são impostas as medidas mais difíceis deixando para a segunda metade do mandato as mais populares. Mas em Portugal a tradição já não é o que era. O Partido Socialista entrou a todo o gás e António Costa, passados quase dois anos, não levanta o pé.

É certo que saímos de um período de grave crise económica e financeira em que a austeridade foi imposta de forma severa. Aliviar esta carga seria o propósito do governo que saísse das eleições fosse ele qual fosse.

Mas a originalidade da solução encontrada obrigou o líder do Governo a satisfazer as exigências dos parceiros das "posições conjuntas". Terminar cortes nos salários, reverter privatizações, fazer concessões às minorias e criar a aparência do fim da austeridade foram o cimento que consolidou esta aparentemente frágil solução governativa.

Gerindo a comunicação de forma exímia, António Costa vai ultrapassando todos os obstáculos que lhe vão surgindo. E a solidariedade diariamente evidenciada pelo Presidente Marcelo constitui o elemento que faltava para limitar a atuação da oposição. Passos Coelho apenas agora começa a perceber que já não é primeiro-ministro de Portugal. Assunção Cristas ainda não saiu do jardim de infância e só consegue brincar à política. Vamos ver se os seus companheiros de partido a deixarão concluir a instrução primária.

 

As eleições autárquicas vão ser um grande teste para todos os partidos, se bem que por razões diferentes. Passos Coelho joga a liderança, Assunção Cristas arrisca, embora não imediatamente, o seu futuro político e António Costa irá medir o alcance da sua popularidade. Se o vento estiver de feição para o PS, não estranharia, como aliás venho defendendo há muito tempo, que a geringonça tivesse os seus dias contados.

 

Jurista

 

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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mais votado IS 18.06.2017

Quem verifica os resultados das sondagens da Aximage, Eurosondagem, Marktest e outras? A que direita faz referência no seu artigo? Provavelmente a inexistente no País.

comentários mais recentes
joao 19.06.2017

quem e este secriva ??? mas o homem nao estara a contar com os 10 a 15% que p ps que lee considera de esquerda tem da direita, na votacao ps 10 a 15 % sao sempre da chamada direita que e centro, MAS EM ALGUM PAIS EUROPEU A ESQUERDA TEM MAIORIA?? SO EM PORTUGAL MAS POR OBRA E GRACA DO DIVINO ESPIRITO

TinyTino 19.06.2017

Alguns colunistas, (sabe Deus porque lhes deram tempo de antena), ainda não entenderam o alcance de manter um Governo de esquerda por 4 anos. E insistem no fim do mesmo por motivos eleitoralistas. Não percebem que não levar este governo até ao fim seria o maior tiro no pé junto do eleitorado de esquerda.

Mr.Tuga 19.06.2017

Certo!

Até a MERD*A dos incêndios TROGLODITAS (único caso no mundo....) ajudam a campanha....

IS 19.06.2017

A pessoa que usa o nick "Luis S. " utilizador não registado na Cofina media é basicamente um iletrado. Só um atrasado mental faz um comentário deste teor "ihihihihihihihihi Enorme PS". A pergunta que se impõe para este ignorante e outros similares é : o PS é enorme em quê?

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