Jorge Fonseca de Almeida
Jorge Fonseca de Almeida 30 de março de 2016 às 00:01

Marketing e segurança

Na era da informatização, em que a prestação de serviços depende de informação residente nas redes de computadores das empresas, a segurança informática passou a fazer parte da oferta de valor.

Em abril de 2007, na sequência de uma afronta a uma minoria importante (quase 30%) da sua população, o Governo e as principais empresas da Estónia viram-se atacadas por "hackers" que paralisaram os bancos, os sites da maioria dos Ministérios, as ligações informáticas da rede elétrica e dos transportes ferroviários. O resultado foi o caos, as pessoas sem poder levantar dinheiro nas caixas automáticas, sem poder aceder às suas contas nos balcões, os transportes paralisados, e acima de tudo as interrupções constantes de energia. Aos poucos, a atividade económica tornou-se impossível e o país foi parando.

 

O embora lento a reagir Governo conseguiu controlar o ataque cortando a ligação via internet da Estónia com o resto do mundo e pedindo auxilio à NATO que forneceu apoio técnico e recursos humanos especializados. E, no entanto, este ataque foi feito de forma pouco sofisticada, usando ferramentas ao dispor de qualquer um, e não por génios informáticos.

 

Hoje quando procuram um fornecedor de energia, um banco, um fornecedor de software, um hospital ou muitos outros serviços, um número crescente de empresas procura indagar sobre os níveis de segurança com que podem contar. A segurança passou a ser um elemento de ponderação na aquisição de muitos serviços.

 

Que nos interessa um banco que paga uma taxa de juro um pouco superior se os nossos dados não estão seguros e podem ser revelados na praça pública num qualquer wikileaks? Será que continuamos a querer um modelo de telemóvel muito sofisticado ao sabermos que pode ser monitorado e escutado por qualquer governo com derivas securitárias? Quem viaja numa companhia aérea cujos aviões tombam constantemente?

 

Muitas empresas não gostam de falar de segurança, que logo faz pensar em insegurança, mas, em cada vez maior número, os clientes mais sofisticados estão preocupados com este tema. Impõe-se uma mudança de atitude.

 

Todos sabemos que a segurança nunca pode ser completa e preferimos saber os riscos que corremos do que ter de os enfrentar impreparados e sem conhecimento prévio.

 

É preciso não ter medo de assumir uma comunicação mais aberta sobre os riscos e sobre a segurança. Para o bem de todos, clientes, fornecedores, entidades públicas e das próprias empresas.

 

A segurança está a tornar-se numa vantagem competitiva chave em muitos setores. É preciso estar atento, ter sistemas de proteção de dados robustos e modernos e comunicar abertamente com todos os intervenientes. Muitas empresas já o estão a fazer. Sabem que na era da internet o secretismo não funciona.

 

Economista

 

Este artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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comentários mais recentes
Maria Valentina Umer 31.03.2016

Este tipo parece que quer descobrir a pólvora após 100 anos. Qualquer Internet kid sabe mais de seguranca na Internet do que este balofo, que se chama Economista. Que faca qualquer coisa por um Portugal falido, em vez de escrever botadura. What a hogwash!

Maria Valentina Umer 31.03.2016

Mais um artigo balofo por um balofo. Depois de escrever sobre os 4 Ps de marketing, um modelo dos anos 80, sem aumentar nenhunma sabedoria a tal, este tipo fala agora da seguranca na Internet da Estónia? Nem sequer aplica tal para online marketing em Portugal. Qualquer aluno meu chumbaria com tal.

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