Fernando  Sobral
Fernando Sobral 09 de novembro de 2017 às 09:32

Um ano na presidência. Trump e as ondas de choque

Um ano depois de ter ascendido à presidência dos EUA, que se pode dizer do consulado de Donald Trump?

Continuam a existir muitas perplexidades sobre se há uma estratégia real de Trump ou se a Casa Branca não se tornou numa gigantesca empresa ao serviço de negócios dele e dos seus amigos. Basta ver a forma como o presidente trata a política externa: como um conjunto de negócios. Entretanto começaram as eleições internas nos EUA, que servem para tentar perceber a sensibilidade dos eleitores. O resultado mais notório foi a vitória do candidato democrata para governador na Virgínia, um daqueles estados "swing", que deu a vitória a Trump. No "Washington Post", Dana Milbank escreve: "O presidente Trump pode estar 7000 milhas longe, em Seul, mas não nos enganemos: ele estava nas eleições na Virgínia quando o seu imitador, Ed Gillespie, perdeu a eleição para governador para o democrata Ralph Northam. Isto, em parte, porque Trump apoiou Gillespie e, quando chegou o dia das eleições, tweetou sobre a 'terrível' economia da Virgínia, o 'alto crime' e os seus gangs e pedindo apoio para Gillespie.Trump estava na eleição porque Gillespie tentou reformular-se como um 'clone' de Trump".

No "New York Times", Michael Tackett argumenta: "Para Ed Gillespie, o Trumpismo é um fato que lhe serve mal. Os democratas precisavam de uma vitória na Virgínia, mais do que os republicanos. Northam apontou, pelo menos, um caminho. A sua eleição mostrou os limites do Trumpismo e agora os republicanos têm de escolher como o querem abraçar". No conservador "Weekly Standard", Jonathan V. Last olha mais longe: "O Trumpismo é tanto um culto de personalidade como um movimento ideológico. Pensem nisto: mesmo os críticos conservadores de Trump defenderão três coisas que o presidente fez bem: está a colocar no sector judiciário mais juristas de qualidade do que qualquer presidente desde Reagan; colocou um fim às acções sem fim de regulação do Governo; tratou a Coreia do Norte como uma ameaça séria, que na realidade é".
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