Fernando  Sobral
Fernando Sobral 07 de junho de 2017 às 09:44

A campanha britânica está ao rubro. Com a ajuda de Trump

Depois dos atentados de Londres e Manchester, que vieram desestabilizar ainda mais as eleições britânicas, Donald Trump decidiu dar uma ajuda.

Nos seus célebres "tweets", decidiu criticar o presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan. Insinuando que ele era "patético". Isto nas vésperas da visita de Trump a Londres, num momento que o governo britânico espera de abraço fraterno entre os dois países e a salvação depois do Brexit. Boris Johnson já disse que não vê razão para ser cancelada a visita de Trump a Londres. O certo é que a diferença nas sondagens entre conservadores e trabalhistas não é avassaladora. E por isso todos tremem. No meio da contenda surgiu agora a resposta do líder dos liberais democratas, Tim Farron. Questionado se as suas convicções evangélicas não entravam em conflito com a linha política do seu partido, ele respondeu: "Eu não estou a concorrer para Papa. Sou um líder político e não religioso."

No Guardian, a colunista de esquerda Polly Toynbee escreve que há 10 boas razões para temer mais cinco anos de Theresa May. E acrescenta: "Houve um momento de alívio quando Theresa May foi coroada pelo seu partido. Pelo menos ela não era Boris Johnson, Michael Gove, Andrea Leadsom ou qualquer outro da galeria de Brexiters extremistas. Mas o país conhecia-a mal. A escolha de quinta-feira é das mais desoladoras das últimas décadas. Apesar de todas as apreensões que eu e outros temos sobre Corbyn, ele fez uma campanha optimista. Compare-se o Labour com May, a austeridade personificada, e não há disputa." Já Tim Stanley, no conservador Daily Telegraph, analisa: "A Grã-Bretanha é um alvo suave para o terrorismo porque os britânicos são demasiado simpáticos. Isto não é uma crítica: é o que torna este país um excelente sítio para viver. Mas estamos mal preparados culturalmente para lutar com conspirações e terroristas."


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