Fernando  Sobral
Fernando Sobral 14 de julho de 2017 às 09:39

A condenação de Lula e o futuro do Brasil

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo juiz Sergio Moro a nove anos e meio de prisão.

O antigo líder do PT diz, no entanto, que vai ser candidato a presidente em 2018. Com os recursos, Lula poderá atrasar uma condenação definitiva durante dois anos. E o que poderá acontecer entretanto, com um Michel Temer à beira de cair? Juan Arias, no "El Pais/Brasil", escreve: "Lula tinha conseguido que o gigante americano saísse de seu complexo de vira-lata para se projetar no futuro como uma peça importante do xadrez mundial. Foi, além do mais, o presidente mais amado, quase adorado, pelo mundo dos mais pobres. (...) Se se trata de limpar a corrompida vida política de um país para dar lugar a uma nova era de esperança onde a impunidade com os poderosos seja algo do passado e não existam privilegiados perante a Justiça, então que a condenação de Lula à prisão seja seguida pela dos demais políticos corruptos. E isso sem esperar mais, para que a grave decisão tomada com Lula não pareça mais uma forma de impedir que se candidate de novo às presidenciais."

Bem diferente foi a resposta no twitter de um dos mais populares políticos do país, João Doria (do PSDB), presidente da Câmara de São Paulo: "o maior cara de pau do Brasil foi condenado". Já no "O Globo", Ricardo Noblat, analisa presente e futuro do Brasil: "Nunca antes na história deste país um ex-presidente da República havia sido condenado por corrupção. Lula foi ao ser sentenciado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e meio de prisão no processo do tríplex do Guarujá. Se a segunda instância da Justiça confirmar a sentença, ele será preso. Mesmo que não seja, ficará impedido de disputar eleições. (...) Quanto a Temer (...) caso sobreviva, governará como um morto-vivo." Ou seja, o Brasil, entre um ex-presidente condenado e um actual sem força, é um gigante à espera de um destino.
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