Fernando  Sobral
Fernando Sobral 06 de julho de 2017 às 09:46

A crise internacional e a diplomacia do hambúrguer

Todos os olhos estão virados para o encontro histórico entre Donald Trump e Vladimir Putin. O que sairá dali?

E todos tentam imaginar o que acontecerá na Coreia do Norte. Kim Sengupta, no Independent, tem a sua opinião sobre este tema: "Durante a sua campanha presidencial Trump disse que estaria preparado para receber Kim Jong-un em Washington e 'comer hambúrgueres com ele…o que há de mal em falar? E sabem que mais? A isso chama-se criar um diálogo. Agora com a opção militar fora da mesa e com as sanções económicas a ter pouco impacto, Trump pode encontrar na 'diplomacia do hambúrguer' a forma de preencher a sua crença de que a Coreia do Norte não tem mísseis que possam atingir a América".

Sobre política internacional, Vincent Jauvert, no L'Obs, atira-se a Emmanuel Macron: "Como pode um chefe de Estado (Macron) pretender que 'Bashar al-Assad não é um inimigo de França'? Supõe-se que é uma mão estendida a Damasco e a Moscovo de forma a voltar a fazer parte do jogo. Assad, cujo pai mandou assassinar um embaixador de França no Líbano! Assad que, ele próprio, mandou matar o primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, amigo e protegido de Jacques Chirac! Assad que cometeu múltiplos crimes contra a humanidade não será o inimigo dos nossos valores, e de nós próprios?"

Sobre Donald Trump, Robert Leonard tem a receita no New York Times: "Querem ver-se livres de Trump? Só a Fox pode fazer isso. A administração de Trump está em crise, consumida pelo medo do que Robert Mueller, o conselheiro especial que investiga a intromissão russa nas eleições, possa descobrir. Todos andam com advogados atrás - até os advogados têm advogados". Ou seja, há esperança de que se venha a resolver à custa de uma dieta americana, a crise coreana. 

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