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Camilo Lourenço
Camilo Lourenço 01 de novembro de 2017 às 21:30

A dívida é "o" problema da economia

Há dias o professor Daniel Bessa dizia que a dívida pública vai aumentar em 2018, contrariando o ministro das Finanças e o que está inscrito na proposta de Orçamento para o próximo ano. Bessa e Centeno falam de realidades diferentes. O ministro refere-se à relação entre a dívida e a riqueza criada (PIB). Bessa fala da dívida em valores absolutos (milhares de milhões).

Quando se olha para os dados do Banco de Portugal e para a proposta de Orçamento, a conclusão é inevitável: a dívida em valor absoluto vai subir em 2019: 246,2 mil milhões de euros (se os incêndios

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mais votado JCG Há 2 semanas

Este tipo avança qualquer coisa, mas parece que ainda não percebeu o essencial. Então deixa aqui um arrazoado meramente indigente e negligente.
É claro que quando uma dívida pública atinge o montante relativo ao PIB que a dívida pública portuguesa atingiu, usar na comunicação esse indicador percentual e explorar as suas pequenas variações é comunicação tóxica que visa confundir os leitores. Os seus 2 efeitos mais críticos são a factura em juros e especialmente se a mesma é paga ao exterior e a vulnerabilidade em que país se expõe face a especuladores e a variações nas taxas de juro no mercado, em que pequenas subidas podem estoirar com o orçamento do Estado e lançar o país para procura humilhante de assistência externa.
Na situação em que nos deixámos cair a coisa mais urgente a fazer é assegurar saldos globais da conta/ orçamento do Estado positivos para assim se poder começar a reduzir o montante em euros da dívida. Outra conversa é poeira, é confusão e irresponsabilidade

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Desanimado Há 2 semanas

Ó fofinho, vê lá estes dois cenários fictícios e diz qual é que preferes:
Uma divida de 200 milhões de euros em valores absolutos que corresponde a 1% do PIB ou
Uma divida de 5 milhões em valores absolutos que corresponde a 30% do PIB.
Olha, eu prefiro o primeiro cenário está bom de ver não é fofinho?
Ó fofinho porque estás sempre a deturpar e manipular. Não há pachorra. Existem outros países onde podes viver e zurrar feliz e contente, aproveita camilo, vai e não voltes.

António Há 2 semanas

Camilo,
Vou contar-te um segredo que eu tenho muito bem guardado, mas tu não contes a ninguém! Mesmo a ninguém!
Camilo ennquanto houver déficit público a dívida pública em termos nominais tende a subir! Éestranho, mas é assim! Se percebesses alguma coisa de economia, tu ou oBessa, perceberiam...

JCG Há 2 semanas

Sou economista (curso feito à noite, mas a sério; reformado), o meu único compromisso é com o rigor e a verdade das coisas e, enquanto economista, inscrito na OE, sinto que tenho o dever de contribuir para uma opinião pública mais esclarecida sobre as questões da economia. Portanto, aproveito estes espaços e ainda bem que eles existem.
Sabem quanto representa 1% em juros da dívida pública? 2,5 mil milhões de euros anuais. Tal valor representa cerca de uns 3% da despesa pública. Sabem o que se podia fazer com esses 2,5 mil milhões? Por exemplo, pagar uns 320.000 salários mínimos. Ou dar um complemento de pensão de 2500 euros anuais a 1 milhão de idosos pobres.
Mas a taxa de juros média da dívida pública não é 1%, é superior a 3%. Logo, gastamos uns 8 mil milhões em juros por ano. Imaginem que essa taxa sobe 2 pontos percentuais: são mais 5 mil milhões em juros e o défice anual a subir uns 5 ou 6 pontos percentuais. Logo, mais um programa de ajustamento a cair-nos em cima.

qual é a dúvida? Há 2 semanas

Quanto maior for o valor absoluto da dívida pública maiores serão os encargos dos juros que o país irá pagar existe alguma dúvida em relação a esta questão? Os juros não são calculados pela percentagem da dívida em relação ao PIB são calculados pelo valor absoluto da dívida!

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